Frases Soltas: Literatura: O Exorcista

22 de fevereiro de 2016

Literatura: O Exorcista



Poucas histórias conseguiram migrar entre gerações carregando fama e curiosidade como o Exorcista. Essa história, seja ela lida ou assistida, provoca arrepios e choca jovens e adultos tamanha a ferocidade dos acontecimentos envolvendo a garota Regan e sua mãe Chris.

Regan é uma menina de onze anos, filha de pais separados, inteligente, doce e comunicativa. Ela não tem muitos amigos, e devido a isso, durante uma brincadeira com uma tábua OUIJA, acaba desenvolvendo um amigo imaginário chamado Capitão Howdy. Só que na verdade, esse amigo imaginário se mostra mais do que um simples escape da realidade, a personalidade da garota começa a mudar e a menina doce começa a desenvolver um vocabulário chulo, repleto de palavrões e atitudes assombrosas que forçam a sua mãe a procurar ajuda nos mais variados especialistas, sempre sem sucesso.

Como a ciência não ajuda a sua filha, a mãe que se considera atéia, decide procurar a igreja, suspeitando que a sua filha está possuída pelo demônio. Karras, um padre jesuíta que também é psicólogo, se propõe a ajudar a garota.








O livro é bem focado no embate entre ciência e fé, no conflito interior do padre Karras isso fica muito visível, quando ele se propõe a analisar a possessão de Reagan, mesmo que ele tenha todas as provas, sempre tenta rebater com uma explicação científica, até que ele se rende à sua fé, quando ouve uma gravação da garota falando de trás pra frente fluentemente.

O Exorcista é um clássico da literatura no gênero terror, uma das poucas histórias que eu evitei ler a noite, por ter a imaginação muito fértil e ficar impressionada com as descrições das cenas. Os parágrafos me envolveram de tal forma que eu frequentemente perdia a noção de tempo e espaço, tinha que ficar parando a leitura a todo momento pra ver em que parte do caminho eu estava e não passar do ponto de ônibus (eu leio muito na condução).

Senti falta de algumas explicações na trama, uma das pontas soltas que mais me incomodou foi a falta de um final para a filha dos empregados de Chris, depois que o demônio revela que ela está viva e não morta como o pai dela havia dito para a mãe da garota, o que acontece? Nada? E as atrocidades que estavam acontecendo na igreja vizinha, que foram associadas à missa negra? Não pegaram quem foi? No livro dá a entender que foi Regan, por causa da análise da tinta que a garota usou para pintar um pássaro que foi dado de presente para a mãe dela, mas nada foi dito de forma literal, o que eu confesso que me deixou um pouco frustrada.
O livro se mantém atual talvez pela enorme crença em Deus e o Diabo, que nunca sai de moda, ou talvez porque o enredo tanto do livro quanto do filme mexem de forma significativa com o inconsciente de quem se propõe a desvendar os mistérios dessa história. De qualquer forma, a narrativa é bem perturbadora, capaz de causar calafrios.

Super indico!

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2 comentários:

  1. O Exorcista se encontra entre os livros mais perturbadores que li e um dos poucos que me causaram calafrios !

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    1. Pra mim também Maurilei, tem alguma coisa nessa história que mexe com o psicológico. É muito intenso.

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