Frases Soltas: Resenha: Maze Runner – Livro 3 – A Cura Mortal

25 de janeiro de 2016

Resenha: Maze Runner – Livro 3 – A Cura Mortal


RESENHA COM SPOILERS!!!

Desde 2013 que eu estou ensaiando o término desse livro. Comecei, parei, voltei e parei de novo. Como esse ano eu quero terminar todos os meus livros começados, que são vários, peguei ele como o primeiro dos meio lidos que eu ainda tenho na estante.

Um dos motivos de eu ter demorado tanto pra terminar essa história foi que o segundo livro (Prova de Fogo) foi muito arrastado, e muito mais do mesmo, só mudaram alguns poucos elementos em relação ao primeiro (Correr ou Morrer), então eu já estava antecipando que o final da trilogia seria da mesma forma e infelizmente eu estava certa.







Nos deparamos com Thomas, trancado novamente no CRUEL logo no início desse volume, passando de novo por provações físicas e mentais. Mais uma vez ele foge junto com os amigos, com a única diferença de que os grupos estão separados, sem ideia do paradeiro um do outro, ambos pensando que foram abandonados pelos amigos.

Tomas terá que lidar com as atrocidades do CRUEL e com a revelação de que Newt, um de seus melhores amigos não é imune ao fulgor. O cérebro de Newt já está se deteriorando pela ação da doença, e Thomas e Minho terão que tomar uma decisão importante, voltar ao CRUEL e terminar o experimento, salvando assim a vida do amigo, ou encontrar o Braço Direito, uma unidade rebelde e colocar um fim definitivo nos experimentos.

Ta certo que o livro é repleto de cenas de ação, suspense e tem até alguns elementos surpresas, mas esse final não me convenceu nem um pouco. Me pareceu que Thomas é totalmente desprovido de curiosidade. Ele teve várias oportunidades de saber sobre o seu passado no CRUEL, sobre o passado de Brenda e de Teresa, no entanto, ele nunca quis saber de nada, mesmo que essas informações pudessem ajudar de alguma forma na mudança do destino dele e de seus amigos.

Teresa e o resto do grupo não estiveram tão presentes nessa história como nos outros livros, queria ter visto um pouco mais sobre a história dela, e os reais motivos dela ter tomado várias de suas decisões, gostaria que tivesse sido mostrado o que aconteceu com ela e com os outros clareanos depois de terem aceitado a oferta do CRUEL de ter suas lembranças de volta, e infelizmente isso não foi abordado. James colocou Teresa como uma pária, enquanto Brenda, que também havia trabalhado pro CRUEL, e que também havia traído todos os clareanos no segundo livro, foi facilmente perdoada por Thomas. Como foi que a chanceler mudou de ideia tão rápido assim? Por qual motivo ela quis dar um basta nos experimentos? Como ela combinou com os dois agentes infiltrados, que na minha cabeça são Brenda e Jorge (não ficou claro), que eles deveriam ajudar Thomas a salvar os vários imunes que estavam escondidos no Labirinto?

Pelo que vocês puderam perceber, fiquei com mais perguntas do que respostas no final desta leitura, o que sinceramente me deixou frustrada. James Dashner (na minha opinião) é um dos melhores autores da atualidade no aspecto aventura distópica, ele criou um universo incrível, mas esse desfecho foi muito pobre, honestamente, eu esperava muito mais deste final devido à quantidade de perguntas que os dois primeiro volumes colocaram na minha cabeça. Tá certo que ainda tem os livros complementares, e que provavelmente muitas das respostas que eu preciso estarão lá (pelo menos eu espero que sim), mas acho de verdade, que o desfecho da trilogia deveria ter sido bem melhor do que foi.

E Thomas e Brenda? Puffff...

Só te digo uma coisa James Dashner, que final de mértila!



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