Frases Soltas: Resenha – Trilogia do Mago Negro – Livro 2 – A Aprendiz

28 de outubro de 2015

Resenha – Trilogia do Mago Negro – Livro 2 – A Aprendiz



Sonea é agora um membro do Clã, uma aprendiz, e orientada por seu guardião Rothen, ela irá aprender não só a controlar seus poderes como a utilizar magia, seja pra tarefas corriqueiras como secar sua túnica como pra coisas mais difíceis como curar uma pessoa.

Mesmo sabendo que enfrentará preconceitos por ser de família humilde e ter crescido nas favelas, a garota tem esperanças de ser bem aceita no grupo dos aprendizes.

A princípio ela consegue se comunicar com alguns deles, mas depois, com a chegada de Regin, a vida da menina se torna um inferno. Ele tem que lidar com todo o tipo de bullying e agressões por parte da turma, o que causa nela tristeza e isolamento. Seus únicos amigos são Rothen, que ela vê como um pai, Dannyl, que foi nomeado segundo embaixador do Clã e Tanea, a serva de Rothen.

Seus dias são conturbados e se resumem em constantes fugas para não ser chateada. Até que ela chega ao limite e decide se esforçar mais, para subir de turma, com esperanças de que o grupo dos aprendizes mais velhos seja mais compreensivo. Ela consegue, mas Regin segue seus passos e acaba na mesma turma de Sonea, prolongando assim o inferno que está se tornando seu aprendizado.

Enquanto Sonea luta para se adequar, Dannyl parte numa missão imposta por Lorlen: seguir os passos do Lorde Supremo na descoberta da magia antiga. Dannyl não sabe, mas está sendo usado por Lorlen e posteriormente por Rothen para que eles possam descobrir como o Lorde Supremo começou a usar magia negra.

Neste livro, pude saber um pouco mais sobre Dannyl e Rothen.  A interação de Dannyl com Tayend foi muito interessante. Foi bem legal ver ele no barco, se misturando com os marinheiros, bebendo com eles e se sentindo parte deles. Os tais rumores a certa de pessoa que ele é me ajudaram a formar uma imagem melhor dele durante a leitura, muita coisa ficou explicada, ainda que tenha muita coisa pendente.

Quanto a Rothem, seu filho Darrien aparece, e a interação dele com Sonea foi um alívio na leitura. Já não estava aguentando mais tantas cenas em que a garota foi maltratada, estava de saco cheio de todo mundo saber e ninguém fazer nada a respeito. Sonea foi massacrada, enquanto os magos e seu novo tutor (o Lorde Supremo) ficavam assistindo, achei ridículo. Finalmente a autora nos contou como a esposa de Rothen faleceu. Isso foi um mistério durante todo o primeiro livro, e sinceramente, achei que não tinha a necessidade de ocultar tanto a vida do mago.






A interação de Sonea com Darrien foi muito melhor do que a dela com Cery, que só apareceu uma vez nesse livro e pra uma breve visita. Fiquei esperando que ele fosse se envolver mais na vida de Sonea, que fosse nascer alguma coisa entre os dois, mas infelizmente não rolou, espero que a amizade dos dois seja mais desenvolvida no ultimo livro, ao invés dele se tornar mais um dos muitos personagens que caem de para quedas nessa história e logo desaparecem.

O segundo volume dessa trilogia foi melhor do que o primeiro, mas ainda deixou muito a desejar. Não sei o que essa autora tem com a página 300, mas tudo começou a mudar a partir daí, no primeiro livro também foi assim. Até chegar nesse ponto, foram páginas e mais páginas de bullying e explicações sobre magia que não mudaram em nada o curso da história.
Ainda espero que essa história melhore, mesmo porque o último volume tem mais de 600 páginas, é um grande desafio, e se a narrativa seguir o ritmo dos dois primeiros, é bem capaz que eu acabe abandonando, mesmo não gostando nada de fazer isso.

Três estrelinhas.


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Um comentário:

  1. Tenho a trilogia na estante, e confesso que não estou nada animado para iniciá-la.

    bomlivro1811.blogspot.com.br

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