Frases Soltas: Resenha: Nosferatu

28 de outubro de 2014

Resenha: Nosferatu

Esse livro conta a história de Vic, uma criança fora do comum que tem um dom, ela consegue materializar uma ponte, que a leva fisicamente pra onde ela quiser. A garota utiliza esse dom para encontrar coisas perdidas que eram muito importantes para seus donos. Durante muito tempo Vic tem encontrado objetos perdidos, mas o fato de exercer esse dom em demasia está perturbando sua sanidade mental. Um dia ela pede à ponte que a leve a alguém que pode entender o que ela está passando, e ao conhecer a bibliotecária Maggie, que a ajuda a entender o seu dom, ela conhece a história de Charles Manx.

Manx também tem um dom, durante anos ele rapta crianças de famílias problemáticas achando que está fazendo um bem maior. A alma dessas crianças é levada para um lugar na mente de Manx chamado Terra do Natal, onde a tristeza não existe. Um mundo em uma dimensão paralela, onde a única preocupação é brincar. Só que as coisas não são bem assim, enquanto a alma dessas crianças é levada, a energia de seus corpos alimenta Manx, mantendo-o sempre jovem e transformando as crianças em criaturas macabras e cruéis.

Um dia Vic resolve que está na hora de usar o seu dom pra alguma coisa realmente importante, e acaba indo ao encontro de Charlie Manx. Ela consegue escapar por pouco, mas sua fuga acaba causando a prisão de Manx, que ficou em coma durante anos.

Vic foi a única criança capaz de escapar de Manx, e quando o monstro finalmente acorda, ele começa a arquitetar uma vingança macabra contra Vic que já está adulta, o rapto de Wayne, o filho dela.

Confesso que não gostei muito do primeiro livro que li dele, A Estrada da Noite, então resolvi dar uma segunda chance pra ver no que ia dar. Infelizmente não gostei desse também. Pra começar, o livro se tornou maçante porque a mesma cena era narrada do ponto de vista de pelo menos três personagens diferentes, o que deixou o livro repleto de passagens desnecessárias, além disso eu não consegui me conectar com nenhum outro personagem além de Wayne, o filho de Vic. Manx é um bom vilão, mas o seu comparsa Bing é melhor que ele em crueldade, mesmo sendo meio abestalhado e falando em rimas sem graça o tempo inteiro, sério, me deu raiva ler tanta besteira.

Além de maçante, o livro se tornou pesado, porque é repleto de menções a estupro de homens e de mulheres e cheio de linguagem chula direcionada não só a adultos, mas também ao filho de Vic que é uma criança, acho que o autor pecou em não saber dosar essa característica de Bing.

É complicado falar desse livro sem comparar com os livros do pai desse autor (Stephen King), porque durante a história, vi várias situações que me lembraram livros dele, como o espectro, o carro de Manx que tem vida própria, uma alusão a Christine do King, O homem de terno preto, presente na Torre Negra e na Estrada da Noite  também é mencionado. Houve citações que interligam as dimensões paralelas Terra do Natal, a Estrada da Noite e o Mundo Médio. Também houve uma homenagem á mãe de Hill, Tabitha King. Ele deu o nome da mãe para a policial do FBI que tenta descobrir a verdade por trás da história de Vic.

O livro não me cativou, depois dessa leitura até perdi a vontade de ler o Pacto, mas ainda sim vou tentar porque o livro é fininho e eu quero assistir ao filme que vai ser estrelado pelo Daniel Redcliffe (eterno Harry Potter). 


Talvez o livro tenha perdido um pouco da sua magia porque eu li no Kobo uma versão sem ilustrações. O livro original é cheio de figuras e detalhes que deixa a leitura mais interessante. Ainda sim eu não curti a história, eu esperava mais :(



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