Frases Soltas: Resenha: O Talismâ

4 de julho de 2014

Resenha: O Talismâ

"E não me chame de cara!"

Jack Sawyer é um garoto de 12 anos que vive sonhando acordado. Ele chama esses lapsos de Sonhos de Olhos Abertos, e acha que são frutos de sua imaginação.

Depois da morte de seu pai, a mãe de Jack, resolve levar o garoto para umas férias prolongadas no Hotel Alhambra, e a princípio, Jack acha mesmo que são só férias, mas depois, ele descobre que a sua mãe está muito doente (com câncer), e o levou pra lá porque planeja viver seus últimos momentos em paz com o filho.

Os sonhos de olhos abertos de Jack começam a tomar uma proporção realmente assustadora, e ao conhecer o velho Speedy num parque local, o garoto percebe que na verdade ele não está sonhando, mas sim atravessando para uma dimensão paralela chamada de Territórios.

Não bastasse essa descoberta assustadora, Speedy conta a Jack que ele pode curar sua mãe do câncer, se encontrar o Talismã, um objeto sagrado de grande poder, capaz de coisas grandiosas e inexplicáveis.

Encontrando o Talismã, ele não só salvará sua mãe, como também salvará a “dupla” dela, a Rainha dos Territórios, uma espécie de “segundo eu” de sua mãe que vive nessa dimensão e que também está doente.

Jack Viajante, como seu pai o chamava, é um garoto despreparado e muito jovem que terá que enfrentar muitos perigos para alcançar seu objetivo, não só nos Territórios como no seu próprio mundo.

O pior pra mim durante a leitura não foram as criaturas amaldiçoadas do mundo de fantasia, mas sim, o fato de me deparar com os piores seres humanos que um garoto poderia encontrar pelo caminho. É claro que Jack corria um grande perigo ao se deparar com os monstros fantásticos que deixariam qualquer criatura de filme de terror no chinelo, mas os monstros do seu próprio mundo eram, sem dúvida nenhuma, muito piores.

Na maioria dos livros do King, percebemos que os personagens percorrem a linha tênue entre a bondade e a maldade, mas não foi o que aconteceu neste, os personagens ou eram maus, ou eram bons, não houve um meio termo.

Falar de um livro do King nem sempre é fácil, pois ele faz o gênero ame ou odeie. Eu amo as histórias dele, mesmo sabendo que o final nem sempre será satisfatório. No caso desse livro, o final foi bem longo, sem pontas soltas, só fiquei mesmo na vontade de saber mais sobre a Rainha dos Territórios e sobre o duplo de Jack, o garoto Jason, que faleceu quando era um bebê.

Se você é fã do King como eu e curtiu a série A Torre Negra vai adorar ver nesse livro incontáveis elementos que fazem parte dessa saga. Dentre todos os livros do King que eu li até agora, acho que esse é o que tem mais menções à Torre e ao feixe de luz. É impossível não associar uma história com a outra.

Para conferir mais resenhas desse autor, é só clicar aqui.


Resenha do Mês de Junho do Desafio do Tigre. Tema: Autores Queridos. Para saber mais sobre o Desafio, basta dar uma olhadinha neste port aqui ou acessar a página do DL no facebook.

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