Frases Soltas: Resenha: Convergente

14 de abril de 2014

Resenha: Convergente

TEM SPOILER! TEM SPOILER! TEM SPOILER! LEIA POR SUA CONTA E RISCO E NÃO RECLAME DEPOIS!!!

Terminei agora mesmo essa leitura e ainda não sei o que pensar sobre o final dessa história que me cativou tanto nos dois primeiros livros.

Quero deixar claro aqui que não sou uma hater, não tenho absolutamente nada contra a Veronica Roth, mas meu, quando terminei a leitura pensei PUTA QUE O PARIU O QUE FOI ISSO?

Vejam bem, o livro inteiro foi muito chato. Eu entendo que a autora teria que dar muitas explicações nesse último livro sobre as facções e os Divergentes, mas tudo foi explicado de maneira tão arrastada, que se tornou entediante. Levei apenas dois dias pra ler tanto o Divergente quanto o Insurgente, mas o final da série me levou 11 dias, o que pra qualquer bookaholic é muito tempo.

Além das explicações a cerca dos GD (Genes Danificados) e GP (Genes Puros) serem muito extensas, os muito levantes e os planejamentos dos mesmos também levaram grande parte da leitura. O Quatro que nos primeiros livros da série era forte, um porto seguro para Tris, neste livro estava fraco, chato e perdido. Não confiou em Tris, não lhe deu ouvidos quando ela o alertou sobre confiar nas pessoas erradas e agir por impulso, perdeu seu dom de perceber quando as pessoas mentiam pra ele, ou realmente não quis enxergar por conta do seu desespero em ser aceito em algum lugar. Ele não foi Quatro, ele foi Tobias, o garoto da Abnegação maltratado por seu pai, carente de atenção e cuidado.

Tris continuou da mesma forma. Forte e inconsequente, sempre se colocando na linha de fogo pra proteger aqueles que amava. Mas seu grande e verdadeiro amor ela acabou abandonando, quando se entregou pra morte em função de “um bem maior”. Bem maior esse, que estou me perguntando até agora qual foi, porque no epílogo, Quatro nos conta que ainda existe gente defendendo uma possível guerra, que não acreditam na Nova Chicago, e acham que só através da força poderão conseguir a tão desejada cidade dos sonhos.

Mas vejam, o livro não foi de todo ruim. Tiveram sim alguns momentos profundos e importantes. Como a cena em que Quatro dá a sua mãe a chance de escolher entre uma guerra tirana e o amor de seu filho. Quando Tris entende as fraquezas de Quatro e o aceita como ele é. Quando todos se unem pra defender as minorias. Quando Tris finalmente perdoa seu irmão e se sacrifica por ele, por nãos ser capaz de entregar seu irmão pra morte. E finalmente o epílogo de Quatro, tendo que lidar com a dor da perda de seu grande amor, e enfrentando um de seus maiores medos para lhe fazer uma última homenagem.

Esse livro tinha tudo para encerrar a trilogia de forma épica, mas infelizmente não foi o que aconteceu, devido ao que eu disse aí em cima, as várias descrições arrastadas e as várias passagens sobre revoltas que não saíram da mesmice. O livro foi recheado de citações profundas, eu vou fazer um post com as que eu mais gostei ainda essa semana, só que elas eram tantas que chegaram a se repetir, sério!

Senti falta de Tris e Quatro juntos e estava torcendo por um final feliz pros dois, mas entendi que essa história fala de perdão e escolhas, e que uma escolha pode não só te definir, mas também definir o caminho que as pessoas que amam você, podem vir a seguir.

Eu esperava mais, muito mais.




Resenha do Mês de Abril do Desafio do Tigre. Tema: Hype do Momento. Pra saber mais sobre o Desafio, basta dar uma olhadinha neste post aqui ou acessar a página do DL no facebook.

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