Frases Soltas: Resenha – A Roda do Tempo – Livro 1 – O Olho do Mundo

18 de novembro de 2013

Resenha – A Roda do Tempo – Livro 1 – O Olho do Mundo

No prólogo do livro conhecemos Lewis Therin, mais conhecido como O Dragão, comandante das forças da Luz que derrotou Shaitan. Lewis era um saidin, metade masculina da Fonte Verdadeira, e devido à esse fato, ele enlouqueceu, como todos os homens que possuíram esse dom, e acabou matando toda a sua família. Quando se deu conta desse fato, se matou, deixando o mundo sem um salvador.

Depois do prólogo, pulamos para a cidade de Dois Rios, um lugar esquecido pelo reino de Andor, onde Rand al’Thor segue com seu pai por uma estrada deserta para levar bebidas para uma estalagem.

A cidade está se preparando para o Bel Time, um festival que comemora a chegada da primavera, e que infelizmente não chega a acontecer, pois Dois Rios é invadida por Trollocs e um Myrddraal, criaturas das trevas, que na cabeça da população, só existia em contos de fadas.

Graças à ajuda de Moraine, uma mulher misteriosa e exótica, e seu cavaleiro Lan, a cidade resiste ao ataque, mas Moraine conta a Rand que os Trollocs estavam em busca dele e de seus dois amigos Mat e Perrin, a mando do Tenebroso. Ela conta que não sabe o motivo, mas que sente que eles são especiais e que o Tenebroso não descansará enquanto não capturá-los.
Pensando no bem da sua cidade e na segurança daqueles que amam, Rand, Mat e Perrin, juntamente com Egwene (quase namorada de Rand), aceitam a proteção de Moraine, que se revelou uma Aes Sedai, metade feminina da Verdadeira Fonte, e partem de Dois Rios com destino a Tar Valon, onde poderão entender o porquê de serem importantes para o Tenebroso.

Durante a jornada eles vivem as mais bizarras situações, são perseguidos por amigos das trevas, conhecem várias cidades lendárias, enfrentam seus medos e tem de lidar com as mais inusitadas situações das quais dependem a sua sobrevivência, tudo em busca de uma resposta, que poderá definir o destino de um deles.

O livro foi bem interessante e o mundo criado por Robert Jordan é muito envolvente. A narrativa é bem simples, e apesar dos vários nomes de cidades e de personagens, dá pra entender bem a história sem se perder.

A única crítica que eu tenho em relação á história é que achei os personagens supersticiosos demais, medrosos demais pra idade que eu achei que eles tivessem. Estou acostumada com livros de fantasia onde o herói veste a carapuça, ainda que relutante, o que não aconteceu aqui.


Houve uma parte do livro em que eu fiquei confusa, senti que houve um erro de continuidade a partir do capítulo 31 até o capítulo 33. No começo do capítulo 31, é mencionado que Rand e Mat ganham cachecóis de um fazendeiro e eles continuam seu caminho até chegar a Quatro Reis, onde são atacados pelo Amigo das Trevas Gode (capítulo 32). No começo do capítulo 33, Rand e Mat estão na carroça de mestre Hyan Kinch, na estrada de Caemlyn, quando descem da carroça e se despedem, a história volta para quando eles estavam na estrada, fugindo de Quatro Rios e mostra os sufocos que eles passaram e como foi que eles embarcaram na carroça de Mestre Kinch, só que também mostra o fazendeiro que lhes deu cachecol, Alpert Mull. Aí fiquei pensando, eles ganharam os cachecóis de Alpert Mull antes ou depois de chegar a Quatro Reis? Seria mesmo um erro de continuidade ou eles ganharam 4 cachecóis?Olhem só: 




Acho que vou mandar um e-mail pra editora Intrínseca questionando isso. Passaria despercebido, mas como sou Chata e presto atenção na história, fiquei curiosa hehe.

O primeiro livro serviu como boa base pra conhecermos os personagens e o Mundo em que se passa a história. Pra uma série de 14 livros, isso é realmente muito importante. Muitas pontas soltas e fatos sem explicação ficaram no ar, mas eu já esperava isso de um primeiro livro, porque como a série é longa, tem muita coisa a ser contada. Fiquei muito curiosa em relação à marca da garça na espada de Rand. Grande parte dos personagens se espantava com isso, e não foi dada nenhuma explicação a respeito.

Segundo o site da Editora Intrínseca, os livros deverão ser publicados semestralmente, e com certeza os próximos livros estarão na minha estante. Também tem a versão em e-book, mas achei bem salgado, está quase o preço do livro físico.

A resenha foi longa, mas não mencionei nem 20% do que acontece no livro, a história é muito boa, vale a pena os 40,00 pagos (que eu não paguei diga-se de passagem, esse eu ganhei do maridão, te amo amor!).

Todos dizem que Robert Jordan se assemelha ao Tolkien, mas acho que ele conseguiu criar uma identidade própria. Apesar de ser um dos maiores elogios ser comparado ao cara que é considerado o grande mestre da fantasia, acho que devemos parar de fazer tantas comparações. Cada escritor tem seu valor, e existem muitas histórias boas por aí, só temos que dar uma chance ao livro J




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