Frases Soltas: Resenha: Factótum

22 de julho de 2013

Resenha: Factótum

Esse livro chegou às minha mãos através de um empréstimo. Nunca tinha lido nada desse escritor e um amigo (Oi Tom!) que gosta muito desse autor me emprestou o Factótum, segundo livro escrito pelo Bukowski, publicado em 1975.

Henry Chinaski, abandonou a faculdade de jornalismo, foi considerado inapto para o serviço militar e agora tenta encontrar o seu lugar no mundo.

Seu sonho é ser um escritor, mas o seu descaso consigo mesmo e seus problemas com a bebida tornam esse sonho cada vez mais difícil de ser realizado.

Henry nos mostra com o dia a dia de alguém que não tem um rumo certo na vida pode e vai ser atribulado. As inúmeras situações narradas nuas e cruas, sem artifícios nem qualquer preocupação em chocar o leitor, deixam bem claro como era difícil na época não só ser um aspirante a escritor mas também um ser humano.

Bukowski me contou várias situações inusitadas através de seu livro, todas elas regadas a muitas bebidas baratas e muito sexo. Foi interessante ter a visão do autor sobre os seres humanos. Ele não embeleza seus personagens como muitos autores fazem, ele os descreve mostrando mais os seus defeitos do que as suas qualidades. Os peidos, os ranhos, as calcinhas furadas e o comportamento promíscuo são só as preliminares do relacionamento que vamos desenvolvendo com os personagens ao longo da história.

Foi complicado pra mim, que costumo ler outros gêneros, ver várias situações que são camufladas pela sociedade sendo expostas com tanta clareza. A falta de emprego, a traição, o alcoolismo, os problemas com drogas e sexo, tudo nesse livro é muito forte, o autor não faz a mínima questão de suavizar nada, e vamos passando por essas experiências através de seu anti herói, seu alter ego Henry.


Ainda não tenho uma opinião formada sobre esse livro, ainda não sei se gostei ou se odiei. Talvez com Bukowski seja assim, uma relação de amor e ódio, mas posso afirmar que lerei outras obras do autor para sair da minha zona de conforto, porque é sempre necessário conhecer outras perspectivas sobre a realidade.


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