Frases Soltas: Resenha: O Menino que Via Demônios

10 de junho de 2013

Resenha: O Menino que Via Demônios

Alex é um garoto de 10 anos que desde os 5 tem um demônio como melhor amigo. O nome do demônio é Ruen, e ele aparece para Alex sempre de forma perturbadora, ora como um garoto fantasma com as íris negras, ora como um velho horrendo, ora como um cadáver de alguém que morreu afogado, todo inchado e verde e o pior, um monstro com um chifre que goteja sangue.
A psiquiatra Anya, que foi encarregada do caso de Alex, acredita que ele tem esquizofrenia infantil, por conta de ter presenciado quatro tentativas de suicídio de sua mãe e por viver em condições sub-humanas. Ela se baseia nesse diagnóstico porque teve uma filha que sofria com o problema e que por ser mal diagnosticada, acabou se suicidando com 12 anos.
Ao dar continuidade no tratamento de Alex, algumas coisas estranhas começam a acontecer. Como Alex sabia o nome da filha de Anya se ela nunca tinha mencionado? Como ele sabia que ela se suicidou? Como ele sabia quanto tempo fazia que ela havia falecido?
O livro mistura a visão espiritual e a visão da medicina sobre o assunto, o que eu achei muito interessante. Fica claro, mesmo a medicina dando todas as explicações para o que está acontecendo com Alex, que tem mais alguma coisa ali. Logo no início do livro, Ruen diz a Alex que o pai de Anya é chinês, fato esse que só viremos, a saber, bem depois, também tem o lance da música que Poppy (filha de Anya) compôs pouco antes de morrer, e Ruen faz com que Alex escreva a partitura e entregue pra Anya, como uma prova de sua existência.
Durante a leitura eu me apeguei muito ao Alex, não tem como não se sentir assim, eu tenho uma queda por personagens sofridos, e quando eles são crianças então, pior ainda, não consigo não me envolver na história.
O tema desse livro é muito forte, li dois capítulos dele numa mostra do Google Play e ele ficou martelando na minha cabeça, mesmo pagando um preço alto (50,00), eu tive que comprá-lo. Terminei a leitura em apensa dois dias, se tivesse pegado firme na leitura, tinha terminado no mesmo dia.
Não me arrependi de ter pago tanto nele, foi dinheiro bem gasto, a história é muito bem narrada, e apesar de seu tema perturbador, fui envolvida na trama. Senti que o final, mesmo triste, foi mais pra mim do que pra autora, e posso afirmar que ele daria um ótimo filme.
Agora quero ler O Diário de Um Anjo, da mesma autora :o)


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