Frases Soltas: Resenha: A Maldição do Cigano

5 de novembro de 2012

Resenha: A Maldição do Cigano


Sim, tem Spoilers!

Não é segredo pra ninguém que me conhece que eu sou fã do Stephen King. Tanto que na Bienal do Livro de São Paulo, o primeiro lugar que eu fui, foi no stand da Editora Suma de Letras, pra ver se eu encontrava alguma promoção dos livros do mestre do horror e olha, dei sorte! Comprei dois pockets dele por 5 reais e ganhei mais dois que estavam com desconto de presente do meu filho J.

Billy Halleck é um advogado obeso e bem sucedido que se vê envolvido em um trágico acidente de carro, onde atropelou e matou uma velha cigana. Como a cidade onde mora é pequena e todos o conhecem, o juiz e a polícia local encobrem vários fatos envolvendo o acidente, e Billy é inocentado. Mas, na saída do julgamento, um velho cigano do nariz carcomido e aparência assustadora, o toca no rosto e sussurra em seu ouvido “mais magro”.

A partir deste momento, Billy começa a emagrecer de dois a três quilos por dia sem nenhuma explicação sensata. E só depois que começa a entender que este seria seu fim, começa a procurar o bando de ciganos ao qual o velho cigano do nariz carcomido faz parte, para que ele retire a sua maldição.

O interessante neste livro, é que todos os envolvidos no acidente foram amaldiçoados assim como Billy. O juiz desenvolve uma doença que a princípio acredita ser câncer de pele, mas que na verdade são escamas, que se proliferam pelo corpo dele. O policial começa a ter acne, não as do tipo comum, mas sim aquelas gigantescas que inflamam, ficam gigantes e soltam pus pelo corpo todo.

As descrições do King são muito realistas, pra quem tem a imaginação fértil e que viaja no que está lendo assim como eu viajo, algumas vezes são até meio chocantes.

Meu personagem preferido foi sem dúvida o Ginnelle, um gangster italiano amigo do Billy, e o único que não o julgou louco, pelo contrário, se propôs a ajudá-lo a quebrar a maldição. Vi várias demonstrações de amizade sincera entre esses dois personagens e achei o máximo.

A Maldição do Cigano, não é como as outras obras do King, onde se tem vários começos, onde se conhece a fundo cada personagem secundário. Por ser um livro pequeno, ele vai direto ao ponto e a leitura flui muito rápido, sem perceber você já lê 20 ou 30 páginas, ainda mais na versão pocket, que foi a que eu li.

O final foi muito foda, me surpreendeu. Fiquei torcendo pra que acabasse de um jeito, no fim, tomou um rumo completamente diferente daquele que eu esperava, e sim, a solução pros problemas de Billy se revela no Maine, como em todos os livros do King.

Recomendo sem sombra de dúvida e vou agora atrás do filme homônimo pra ver na telinha se o filme vai fazer jus ao livro.






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