Frases Soltas: Resenha: Cinquenta Tons de Cinza

15 de outubro de 2012

Resenha: Cinquenta Tons de Cinza


Hoje eu vou falar sobre o livro tem sido alvo de todos os comentários possíveis e imagináveis devido ao seu conteúdo polêmico: sexo. Mas não é qualquer tipo de sexo, é sexo explícito e sado masoquista voltado ao público feminino.

Sim, minha curiosidade foi despertada, e durante o horário de almoço aqui da empresa, comentei com as meninas sobre esse livro e sobre como ele estava sendo vendido até em posto de gasolina (sério!). Nem preciso dizer que quando uma delas comprou e leu, virou uma febre pela empresa né? Este livro está passando por todos os departamentos que tem mulheres e despertando a curiosidade de alguns homens hahahaha.

Ontem terminei de ler e posso dizer que é um daqueles livros que faz o gênero ame ou odeie. Das duas coisas uma, ou você vai se encantar com o Senhor Grey, ou vai achá-lo o filho da puta mais sem noção do mundo.

Detalhe, eu li dentro do ônibus e do metrô, ou seja, quem faz parte desse mundo literário e sabe do que o livro se trata, ficava me olhando e fazendo várias caras do tipo “hummm lendo 50 Tons né safadinha!” kkkkkkkkk

Começamos a estória conhecendo Anastácia, uma universitária de 21 anos que tem que ir no lugar de uma amiga entrevistar o jovem milionário Christian Grey para o jornal da faculdade. Logo no primeiro capítulo vemos a semelhança da nossa mocinha com a Bella de Crepúsculo, sua baixo amor próprio, seu comportamento desastrado, seu carro velho, enfim, percebemos uma grande influência do mundo da Meyer na história de James, o que não surpreende já que originalmente, este livro era uma fanfic bem safadinha do Crepúsculo.

O primeiro contato dos dois se dá quando ela cai estabacada na sala dele quando vai fazer a entrevista e ele a ajuda a se levantar. Neste primeiro contato inocente, os dois já sentem uma corrente elétrica percorrer seus corpos, ui! Desde então, Ana não consegue parar de pensar em Christian, e parece que o mesmo acontece com ele, porque ele começa a persegui-la. Sim, sádico, controlador e perseguidor, mas um verdadeiro Deus grego segundo nossa mocinha.

Este livro nada mais é que um romance bem ousado e picante, que conta a história da menina inocente e bobinha que se apaixona pelo homem sexy e rico que tem um segredo obscuro. Sim, receita de best seller, mas pelo menos nesse não encontrei o triângulo amoroso que eu já não agüento mais.

Grey é sexy, rico, atencioso e controlador, enfim, aquele cafajeste que praticamente toda mulher já teve na vida e tentou moldar sem sucesso. O que o diferencia dos demais, é que mesmo a contra gosto, mesmo sem perceber, ele começa a mudar pela Ana, e ela, sempre insegura não se dá conta disso, e fica tentando analisar o comportamento dele, cada palavra, cada gesto o tempo inteiro (yeah boring!).

O livro prende, seja pela curiosidade sobre o sexo sado masoquista, ou pelo mistério que envolve o Senhor Grey. A história é quente desde o primeiro capítulo e é narrada de forma simples e objetiva, ótimo pra passar o tempo quando se está procurando alguma coisa sem muita pretensão. Quanto às cenas de sexo, elas são sim bem descritivas e explícitas, mas o sado masoquismo em si não é do tipo pesado, pelo contrário. Então, pode-se ler sem medo de encontrar alguma coisa escalafobética.
A única coisa que me incomodou de verdade, que eu achei bem trash, foi as menções à Deusa Interior feitas pela Ana, o que me lembrou aquela história da consciência dupla, de um lado o Diabinho que seria a deusa Interior e do outro aquilo que ela chama de “meu consciente” vestido de anjinho, sempre apontando o dedo e julgando o comportamento devasso e descontrolado que ela tem quando está com Grey.

A história acaba de uma forma que te deixa pensando, merda, e aí, é isso mesmo??????

Fiquei morrendo de vontade pra ver o que acontece, tanto que eu estou cogitando a possibilidade de quebrar a promessa que eu fiz pra mim mesma de só comprar livros depois que eu ler os da fila.

Deixe o receio de lado e leia, no mínimo você vai aprender algumas coisinhas rs.






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