Frases Soltas: Resenha: Filme - Conan O Bárbaro

9 de fevereiro de 2012

Resenha: Filme - Conan O Bárbaro

Gente, assisti recentemente ao filme do Conan na versão 2011 e posso resumi-lo em uma só palavra: carnificina. Por que carnificina? Você já vai entender.
O filme já começa com o curioso nascimento do Conan durante uma guerra, e quando falo durante, quero dizer literalmente! Sua mãe estava em campo de batalha e seu pai a corta com a sua espada e tira o bebê de seu ventre porque ela quer ver o filho antes de morrer.
Já nessa cena eu vi que não ia gostar tanto assim do filme, mas beleza, vamos dar uma chance né?
Aí pulamos pra quando Conan é apenas uma criança ou um jovem adolescente (você escolhe) e tem que passar pelo teste dos cimérios, que consiste em correr em volta de uma colina com um ovo de codorna inteiro na boca e chegar com ele intacto. O garoto não só corre pela colina como enfrenta e mata alguns inimigos que o encontram no meio do caminho. E o pior não é isso, o pior foi assistir a cena e ver o moleque dando gritos com a boca escancarada cada vez que decapitava um inimigo e ficar imaginando “agora ele engoliu o ovo”, “agora ele mordeu o ovo” e ver que ele não só consegue concluir o teste com o ovo intacto como chega segurando um monte de cabeças dos caras que ele matou. Forçou demais né? Mas tudo bem, vamos dar mais uma chance.
Quando a vila de Conan é atacada e todos que ele ama mortos, nosso herói jura vingança e cresce como um justiceiro, sempre na pista do assassino de seu pai. E quando ele já é um adulto, podemos perceber que outras histórias se intercalam na trama.
Conhecemos mais de perto o vilão Khalar Zin, responsável pela dizimação da aldeia de Conan, e descobrimos que ele teve sua esposa assassinada por bruxaria e agora luta para trazê-la de volta dos mortos com a ajuda de sua filha Marique, que como a mãe, é dotada de poderes especiais. Pra que seu objetivo tenha êxito, ele precisa juntar as partes da Máscara de Acheron, um artefato muito poderoso que foi quebrado e teve seus pedaços distribuídos entre os Povos para que ele fosse mantido sempre inerte. Um desses pedaços estava com os cimérios é claro, por isso a dizimação do povo. Além disso, ele terá que encontrar uma jovem de sangue puro, descendente direta de Acheron, pois só o sangue dela pode ativar a tal máscara novamente.
Então a sede de vingança de Conan bate de frente com o dever de herói de salvar a mocinha em perigo e ele tem de deixar seus desejos um pouco de lado para impedir que um mau maior tome conta da terra.

No desenrolar da história temos muitas batalhas sangrentas, é nariz cortado, é cabeça que rola, tripa que pula pra fora da barriga, enfim, carnificina, como eu disse na primeira frase da resenha. Temos também algumas cenas bem quentes entre o Conan e a Monja Tamara, então, não recomendo esse filme pra crianças.
Achei o filme muito fraco. O enredo no começo é confuso e mesmo no desenrolar da história vemos algumas falhas de continuidade na trama. Jason Momoa está sempre com a mesma expressão no filme, sempre com cara de cú (desculpem a expressão, mas é isso mesmo), até mesmo quando se rende aos encantos da Monja. E eu que gostava tanto dele na Guerra dos Tronos. Enfim, eu não me lembro da versão em que o Arnold era o Conam, mas tenho visto muitos comentários por aí que dizem que o filme de 1982 foi melhor, apesar dos efeitos especiais que hoje nos parecem toscos.
Vou deixar o trailer dos dois filmes pra vocês verem a grande diferença que 20 anos entre uma adaptação e outra podem fazer =).

Trailer Conan 2011



Trailer Conan 1982


Só recomendo esse filme pra quem tem a capacidade de desligar o cérebro durante todo o período de duração, e pra quem tem um baixo censo crítico, caso contrário, ele vai ser mais comédia que ação.
Beijinhos.

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