Frases Soltas: Resenha: Dragões de Éter III - Círculos de Chuva

21 de novembro de 2011

Resenha: Dragões de Éter III - Círculos de Chuva

Senti este último volume da Trilogia Dragões de Éter meio que como uma história a parte. Claro que muitos personagens contidos nos dois primeiros volumes aparecem neste livro e ainda acompanhamos certos fatos de suas vidas, mas senti que ele não teve um personagem central como nos outros.

Neste livro, se conta a história de uma nação que enfrenta um dilema ao se tornar a maior de todas, honrar ou não os seus deveres enquanto exemplo, e mover uma guerra que tem por motivo uma criança que não se sabe ao certo, se é mesmo a criança profetizada a ser o novo Cristo.
Achei muito interessante, como fatores da história de Jesus Cristo foram mencionadas aqui, como parte de uma quase releitura de contos de fadas, e me fez pensar se pra algumas pessoas céticas, a história de Jesus não seria mesmo considerada uma estória e não um fato.
Apesar de ter ficado muito chateada com o término do romance entre Axel e Maria, neste livro eu compreendi que o que ele fez foi pensando em um bem maior e por amor ao seu irmão, só ainda não concordo com a atitude dele em esconder de Maria a sua noiva prometida desde o seu nascimento, senti como se Maria tivesse sido usada. E o final dessa personagem também não foi dos melhores, dividida entre um Casanova e um Demarco que me deram a impressão de brigar por ela como um troféu, somente porque foi um dia a “escolhida” de um príncipe.
Muitos capítulos foram destinados ás elfas e sua interação com Axel, bem como ao seu casamento com a princesa elfa amazona fada de guerra e sabem-se lá quantos adjetivos mais essa criatura dita como gloriosa tinha, mas pra mim, quem roubou a cena foi o elfo crescido Ptrrr Pan, ou como nós o conhecemos Peter Pan. A história desse elfo merecia um livro só dele. Achei magnífico, sem palavras pra descrever a perfeição com a qual o autor narrou os sentimentos deste ser em relação à sua amada humana, principalmente quando sua alma é libertada da culpa e do remorso que ele sentia. Daria realmente um romance perfeito.
Snail também foi uma história a parte nisso tudo, eu achei que ele fosse de alguma forma se envolver na guerra, e que Liriel também seria de grande serventia contra os gigantes, tipo uma Jean Grey detonando tudo com o seu poder da mente, mas lendo os capítulos destinados a eles, percebi estavam ocupados demais lutando suas próprias guerras em busca de um objetivo que pra eles era maior, mas que sinceramente pra mim, só fez sentido no final da história, mais especificamente no epílogo. Achei tudo relacionado aos dois muito morno, a história deles só me prendeu no primeiro livro.
Acho muito válida a idéia de mostrar os dois lados dos seres humanos, ninguém nessa história é totalmente bom, ou totalmente mau, vemos os dois lados da moeda e podemos deduzir que toda pessoa é passível de cometer erros, o que diferencia algumas poucas das demais, é a escolha que cada um faz sobre as atitudes que vão tomar.
Gostei muito da história, mas achei este livro muito cheio de diálogos filosóficos, com muitas explicações sobre os elfos que se tornaram muito cansativas no decorrer da leitura.
Raphael, apesar de às vezes viajar muito colocando nessa história até uma visão de Ariane Narin do mundo dos Thunder Cats e sabres saídos diretamente de Star Wars, consegue citações maravilhosas que muitas vezes poderiam estar em um livro de auto-ajuda, pela intensidade com as quais nos são impostas.
Gostei muito do final do João Hanson, que finalmente se tornou um cavaleiro, se mostrando íntegro até nos momentos difíceis. Achei muito bom que ele entendeu os sacrifícios que seu pai teve que fazer pela sua família, e que nem sempre a decisão correta a se tomar é a mais fácil.
Bradamente foi uma personagem maravilhosa que deu vazão a todas as citações do autor feitas às mulheres nas suas obras anteriores. Gosto de personagens femininos fortes, e me apaixonei por ela. Na cena em que ela derrota o gigante, me lembrei do senhor dos anéis, quando uma mulher derrota um Nazgül, foi uma cena muito boa, muito bem descrita.
Recomendo a trilogia, gostei muito da forma como o Raphael escreve, fora que ele é muito solícito com seus fãs na hora de dar autógrafo, dá atenção a cada um deles individualmente o que já dá a ele um grande diferencial.
Quatro estrelinhas pra este aqui!



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