Frases Soltas: Resenha - A Coisa (IT)

14 de setembro de 2011

Resenha - A Coisa (IT)

Começo esta resenha dizendo que a cada dia que passa, a cada livro lido deste autor, me torno cada vez mais fã dele. Esse é o 11º livro que leio do King e concordo plenamente com o título que deram a ele de “o mestre de horror” porque, desculpem o linguajar, mas puta que pariu que livro mais fodido foi esse?
Acompanhamos o Clube dos Perdedores, um grupo de crianças na faixa dos 11 anos de idade na luta contra A Coisa, um ser místico, que ninguém sabe exatamente a real forma, que vem assassinando friamente as crianças de Derry, uma cidade do Maine (sim novamente o Maine).
Uma das crianças é Georgie, irmão de Bill gaguinho, líder dos Perdedores e um dos grandes heróis desta história, que foi brutalmente assassinado pela Coisa quando estava brincando com seu barquinho de papel na rua, num dia de chuva.
Depois deste evento, uma série de coisas assustadoras e inexplicáveis começa a acontecer com os Perdedores, e eles sentem com toda a sua alma, que de alguma forma, é dever deles acabar com essa criatura.
Eles derrotam a coisa ainda crianças, ou pelo menos era o que eles tinham pensado até os dias atuais, quando a onda de assassinatos volta a acontecer em Derry, e eles tem que voltar pra cumprir o juramento de derrotar a Coisa de uma vez por todas.
A história se passa em dois “quandos” da vida dos Perdedores, o quando crianças e o quando adultos. Os eventos vão se desenrolando simultaneamente, e nos deixando cada vez mais curiosos para saber como eles derrotaram a Coisa da primeira vez e se eles conseguirão derrotá-la novamente.
Esse livro mexeu tanto com o meu subconsciente que tive noites seguidas de pesadelos com o palhaço Parcimonioso, uma das formas da Coisa. Juro que fiquei assombrada em casa, dormindo com a luz acesa, e quando tinha que levantar de madrugada, ficava olhando pros lados, desconfiada, com medo e ver a coisa parada ali no corredor!
Sim, fiquei muito impressionada, e um dos motivos dessa má impressão foram os assassinatos, que são descritos de uma maneira muito forte.  Uma das razões que os torna mais cruéis, é que os assassinados são, em sua maioria, crianças.
Muitas das cenas desta história são muito fortes e impactantes. A que mais mexeu comigo, e que na minha opinião foi um dos pontos negativos nessa obra, foi o sexo entre crianças. Achei totalmente desnecessário e sem fundamento nenhum. Achei que o ato em si foi mais uma forma de Bev enfrentar o medo que tinha de seu pai, desafiando-o, mesmo que ele não soubesse do ocorrido, do que uma forma de se ligar mais aos seus amigos e achar o caminho de volta dos esgotos. Enfim, não sei se esse foi um artifício usado pelo King para chocar os seus leitores ou se foi utilizado como marketing pra deixar o livro polêmico, mas acho que ele pecou demais nessa passagem e ter que lê-la até o final foi como comer alguma coisa indigesta, que deixa um grande peso no estômago.
Depois da leitura desse livro, posso dizer com certeza na minha humilde opinião de leitora, que a Coisa foi o melhor vilão descrito em um livro de terror. Ela é implacável, cruel, sanguinária e não mede esforços pra alcançar seus objetivos.
No final do livro, me senti meio dentro da Torre Negra, pelo ritual de Chüd, pela Coisa no seu formato de aranha que me lembrou o demônio filho de Susannah e Roland, pela Tartaruga e pelo estado de espírito de Bill e Richie, que me lembraram Todash. Mas como o King mesmo disse em uma de suas muitas entrevistas, todos os universos de seus livros aparecem de uma forma ou de outra na Torre Negra, então o fato de eu me lembrar da saga enquanto lia “IT” não me surpreendeu nem um pouco.
Foi um dos melhores livros que eu já li, e o defino como um livro de muitos começos, pois conhecemos toda a história de cada um de seus personagens, desde a sua infância até a sua forma madura, passando por seus medos, seus anseios e seus problemas internos, participando com eles da maior batalha que poderiam enfrentar, vencer seus próprios medos.
É um livro longo, que exige certa paciência do leitor pelo fato da ânsia que ele causa em saber o que de fato aconteceu e a impossibilidade de que essa curiosidade seja satisfeita devido às muitas páginas deste livro (a edição que eu li tem 749 páginas).
Ele está esgotado em todas as livrarias que pesquisei, mas pode-se encontrar facilmente na internet em e-book, dividido em dois volumes.
Vou dar quatro estrelas devido à cena totalmente desnecessária que comentei mais acima, mas recomendo o livro de olhos fechados para aqueles leitores que apreciam uma boa história, mesmo que o livro seja um monstro em seu tamanho!



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7 comentários:

  1. Que resenha ótima!
    Ah eu quero muitos ler diversos livros do Stephen King, só vejo o pessoal comentando o quanto os livros dele são surpreendentes D:

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  2. Oi Ander!! Obrigada pelo comentário!

    Leia King sim, eu sou suspeita pra falar porque sou fanzona dele, mas sinceramente falando, é um dos autores que vale a pena.

    Beijinhos!

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  3. Realmente fiquei impressionada com a parte do sexo entre os 7. Desconexo... desnecessário... o problema já estava resolvido, não havia nenhum perigo iminente e em nenhum momento a história dava a entender que haveria algum poder sobrenatural vindo de alguma intersecção entre os corpos deles (nem o pacto de sangue fez isto, vide o S. Uris que nem deu as caras por lá).
    A Audra e o Tom também são personagens que não tem nada a ver com Derry. Poderiam ter servido apenas para mostrar a reviravolta de Bill e Bev. Nada mais.

    De resto o livro é sensacional!

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    1. Concordo com você Juliana, acho que ele inseriu isso no livro só pra chocar mesmo, pra deixar polêmico, porque não há justificativa para incluir naquela parte da história, os laços que eles tinham já estavam mais fortes. Mas enfim, King e seus finais sempre polêmicos rs

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  4. Concordo plenamente com tudo que foi falado.Tbm achei desnecessária e sem fundamento a parte do sexo, no mais adorei o livro e tbm recomendo. É muito complexo e realmente bastante longo e exige paciência. Queria ler a Torre Negra, mas não gostei do primeiro livro, então parei.

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