Frases Soltas: O Guia do Mochileiro das Galáxias 3 - A Vida, o Universo e Tudo Mais

26 de junho de 2011

O Guia do Mochileiro das Galáxias 3 - A Vida, o Universo e Tudo Mais

O Universo está em perigo novamente e cabe a nossa trupe de lunáticos salvar mais uma vez a pátria. Desta vez, um grupo de robôs xenofóbicos do planeta Krikket, decidiu que sua espécie deve permanecer sozinha no universo, e planejam eliminar toda e qualquer raça que difere da sua através de uma bomba que vai causar uma supernova.
Esta aventura se desenrola em meio a muitas viagens através do tempo e espaço. Conhecemos vários personagens e vivenciamos várias histórias que se desenrolaram paralelamente a essa nova missão dos mochileiros em tempo diferentes, bem ao estilo Nonsense do Douglas Adams.
Este livro foi particularmente difícil de ler pra mim. Tudo é muito caótico e difícil de acompanhar porque pelo que percebi do estilo desse autor, ele começa a contar as coisas pelo meio, passando perto do final e voltando pro começo. Como se isso já não fosse confuso o suficiente, vários comentários desnecessários e várias descrições de personagens e situações que não tem nada haver com a trama, também foram inseridas deixando o leitor confuso.
Por várias vezes pensei em abandonar a leitura, porque foi realmente muito cansativa. Mas como boa brasileira que não desiste nunca, dei continuidade esperançosa de que iria melhorar, infelizmente não aconteceu.
Achei a trama furada e senti que o livro inteiro foi uma verdadeira encheção de lingüiça pra explicar o final que foi muito morno.
Sei que esse autor tinha uma habilidade incrível de criar situações totalmente improváveis, mas às vezes me senti meio aérea ao ler coisas que não faziam nenhum sentido pra mim ou pra história. Será que eu sou meio burra e as coisas ali só não fizeram muito sentido pra mim ou será que aconteceu com todo mundo que leu este livro?
Sim teve sarcasmo, sim teve humor, sim teve críticas construtivas ao mundo em que vivemos e às atitudes de algumas pessoas, mas acho realmente que a trama poderia ter sido desenvolvida de forma muito mais simples e objetiva. Acho que neste volume Douglas errou a mão na quantidade de WTF.
Somente uma parte da história me despertou curiosidade e me prendeu, foi quando Arthur encontrou o ser que ele assassinava sem querer durante muitas encarnações da criatura, e este estava puto da vida e sedento por vingança. Achei as observações sobre reencarnação e sobre o karma muito divertidas. A hora em que ele se vê engolindo uma ostra viva que era uma das encarnações da criatura foi hilário!
Falando de Arthur, neste livro, tivemos uma percepção melhor da personalidade dele e conseguimos identificar até a paixonite que ele tem por Trillian. Infelizmente essa paixonte não é retribuída porque Trillian ainda gosta de Zaphod. Mas ainda tenho esperanças de que no decorrer da série ela acabe se envolvendo com ele, até mesmo porque eles são o Adão e Eva pós-apocalípticos, os últimos seres humanos do universo.
Tivemos muitas referências ao jogo de críquete e às músicas de Paul McCartney, o que provavelmente devem ser paixões ou coisas odiosas pro autor porque todas as menções ao jogo e ao cantor foram bem longas e sinceramente bem chatas.
Enfim, só recomendo este livro pra quem tiver muita paciência e vontade de terminar a saga, porque ao ler esse volume, me senti como o Arthur, perdido na maior parte do tempo sem entender o que acontece à sua volta.
Pra finalizar uso um termo de Ford Prefect que adorei e que retrata com perfeição a minha animação pra continuar com a leitura esses livros: “me sinto ferrada como um molusco numa supernova”.


comentário(s) pelo facebook:

Nenhum comentário:

Postar um comentário