Frases Soltas: A Busca do Graal - Volume I - O Arqueiro

10 de junho de 2011

A Busca do Graal - Volume I - O Arqueiro

Thomas é um garoto humilde, bastardo de um clérigo e morador da cidade de Hookton. Seu grande sonho é se tornar um arqueiro, mas seu pai, que tem planos completamente diferentes pra vida dele, quer que ele se dedique aos estudos para ser tornar clérigo assim como ele.
Quando a sua cidade é invadida e dizimada pelos franceses, seu pai é assassinado, e a Lança de São Jorge, relíquia que estava na pequena igreja de sua cidade é roubada. Thomas se vê fazendo uma promessa muito importante. Ele promete ao seu pai, quando este está agonizando, que recuperará a relíquia e vingará a sua morte.
Thomas se junta ao exército inglês para ser tornar um arqueiro e acaba se esquecendo da sua promessa por um tempo. Como membro da tropa, ele participa de muitas guerras, sempre numa posição estratégica para eliminar com suas flechas o maior número de combatentes do exército inimigo.
Diferente das Crônicas de Artur onde acompanhamos o combate corpo a corpo nas batalhas, neste primeiro volume da Busca do Graal, Cornwell descreve a guerra sob o ponto de vista dos arqueiros. Sentimos a emoção e ansiedade dos segundos que antecede cada flecha que será atirada, sentimos a vibração dos homens a cada inimigo abatido e participamos também da frieza necessária a todos os arqueiros quando retiram suas flechas dos cadáveres para que as mesmas sejam reutilizadas.
A inteligência de Thomas dá grande destaque a ele como estrategista do exército, e ele tem grandes oportunidades de se mostrar um grande combatente.
Como este livro teve como plano de fundo a Guerra dos Cem anos, as batalhas e suas descrições detalhadas infindáveis se tornam maçantes. Logo no começo deste livro percebemos que Thomas não é um herói típico dos romances históricos, porque ele se junta ao exército não só para realizar seu sonho de ser arqueiro, mas também para fugir de uma garota que acha que está esperando um filho dele. Meio sacaninha não? Fora que a promessa que ele fez ao seu pai é posta totalmente de lado durante muito tempo, e só é retomada porque um amigo de seu pai o encontra e o lembra da importância de honrar o prometido.
A impressão que tive é que ele não leva muito as coisas a sério. Que faz o que convém a ele no momento presente e vai deixando a vida levá-lo como o destino decidir. Mas como ninguém foge ao próprio destino, mesmo ele tendo colocado a sua promessa de lado, ela volta para assombrá-lo, e Thomas se vê não só em busca da relíquia que já conhecia, como também em busca do Santo Graal.
Confesso que gostei mais das Crônicas de Artur. Achei o livro muito cansativo, maçante mesmo. As batalhas eram descritas tão detalhadamente que eu tive a impressão de que se eu pulasse umas três páginas continuaria no mesmo ponto da história.
Peguei muito caro neste livro na época, porque depois de ler a trilogia do Artur tive grande curiosidade sobre as outras obras do Cornwell. Ele é um livro bom pra quem gosta desse gênero, onde a história é muito bem ambientada e muito bem escrita, mas advirto desde já que você vai precisar de uma dose extra de paciência para continuar a leitura até o fim.


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