Frases Soltas: As Crônicas de Artur - Volume II - O Inimigo de Deus

9 de junho de 2011

As Crônicas de Artur - Volume II - O Inimigo de Deus

O Inimigo de Deus dá continuidade à Saga de Artur pela Idade Média. Ele agora tem um novo propósito, dar à Mordred um reino unificado, através de um juramento de fidelidade a ele reconhecendo-o como único Rei. Mas para isso acontecer, ele terá de se livrar de vez dos saxões, os expulsando permanentemente das terras de seu país, fazendo assim com que a paz se instale nas terras da Britânia.
Sair vencedor da batalha de Lugg deu a ele e a seus soldados a confiança necessária para começar a arquitetar um plano para tornar seu objetivo realidade. Porém, Dumnonia está no meio de um grande conflito religioso entre os pagãos e os cristãos, e cabe a ele como tutor de Mordred resolver essa questão que pode acabar atrapalhando seus planos.
Merlin que estava ausente no Rei do Inverno aparece com grande freqüência neste volume da trilogia. No meio dessa briga de religiões, ele como grande feiticeiro Druida, têm por objetivo restaurar a fé do povo nos antigos Deuses se utilizando dos Treze Objetos Sagrados, que foram perdidos quando os romanos invadiram e devastaram a Britânia. Na teoria, o homem que reunir esses objetos conseguirá varrer o cristianismo de vez do mundo e terá também um poder inimaginável que o tornará capaz de eliminar os saxões e qualquer outro inimigo permanentemente.
Derfel se junta a Merlin em sua busca pelos Objetos, percorrendo lugares desconhecidos e perigosos, seguindo uma fé que não se sabe ao certo se é realmente verdadeira ou se são apenas devaneios de um homem senil já em idade avançada.
Neste livro interagimos mais com personagens muito importantes no desenrolar da história como Lancelot e Guinevere.
Ao contrário do que vemos em outros livros e no cinema, Lancelot não é um exemplo de cavaleiro. Na verdade ele é um narcisista egoísta, que só segue aquilo que o levará à realização de seus propósitos.
Guinevere também aparece muito fria e calculista, cultuando uma deusa pouco conhecida, com propósitos de índole duvidosa. Quando Derfel descobre seus planos já é tarde demais, e Artur acaba por presenciar a traição de sua esposa, causando-lhe grande sofrimento e decepção.
A narrativa deste livro também é feita por Derfel, agora Lorde Derfel Cadarn.
O Artur que ele nos descreve é um grande homem de batalha, muito articulado, que se utiliza de seu carisma e de sua habilidade de liderança para cativar as pessoas ao seu redor. Porém, este Artur de coragem, é muito impulsivo quando se trata de seus sentimentos, acabando por cometer muitos erros desnecessários.
As batalhas são vivenciadas neste volume com a mesma intensidade e riqueza de detalhes do primeiro da trilogia, mas senti que este livro foi mais voltado para os sentimentos como a fé, comprometimento e justiça.
Temos uma grande evolução do personagem de Derfel. Ele está se tornando um grande homem, ciente de suas fraquezas e também de seus pontos fortes. Neste livro Derfel descobre quem é o seu verdadeiro pai, mas decide continuar a batalha com Artur, um sinal perfeito de sua amizade verdadeira e lealdade.
Um livro empolgante e de ritmo frenético que envolve o leitor cada vez mais nas teias da curiosidade, deixando-o mais ansioso pelo desfecho da trilogia.



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