Frases Soltas: O Guia do Mochileiro das Galáxias 2 - O Restaurante no Fim do Universo

2 de maio de 2011

O Guia do Mochileiro das Galáxias 2 - O Restaurante no Fim do Universo

“Há uma teoria que diz que se um dia alguém descobrir exatamente qual é o propósito do Universo e por que ele está aqui, ele desaparecerá
instantaneamente e será substituído por algo ainda mais bizarro e
inexplicável.Há uma outra teoria que diz que isso já aconteceu.”

Depois de ler esse segundo volume da série, tenho ainda mais certeza de que Douglas Adams era meio maluco.
Somente uma mente insana poderia criar esse universo tão rico de esquisitices e tiradas fantásticas que se adaptam fielmente aos dias de hoje.
Este sem sombra de dúvidas foi o livro mais brisado que eu já li na vida.
O livro tem poucas páginas, mas os fatos acontecem tão rápido e de maneira tão estranha que se você piscar se perde na história!
No início a trama é totalmente focada em Zaphod e sua descoberta sobre a jornada individual de encontrar o homem que criou o universo. Quando ele finalmente o encontra, nos leitores ansiosos temos uma surpresa juntamente com os personagens do livro. O grande criador do Universo nada mais é do que um velhinho que mora numa cabana com seu gato, num planeta somente habitado por eles e onde chove torrencialmente o tempo todo.
Apesar dessa simplicidade, o senhor é de uma sabedoria enorme e tem tiradas muito boas.
Essa parte me lembrou o livro “O Mundo de Sofia” por ser bem filosófica e questionar a diferença entre o que é real e o que é imaginário.
O restaurante no final do universo é realmente uma coisa bem bolada. Quer espetáculo melhor que fazer uma refeição com vista para o final de toda a existência? E que os carnívoros como eu sentiram ao ler sobre um boi que oferece partes de seus corpo para degustação indo se matar depois para servi-lo? Realmente, dá pra se pensar sobre ser vegetariano não?
Enquanto Zaphod foge do planeta o criador do universo com Trillian, deixando Zarniwoop (criador do Guia do Mochileiro das Galáxias que esperou Zaphod no planeta Frogstar para também encontrar o senhor do universo), Ford e Artur viajam no tempo e vão parar numa nave de humanóides que foram enganados por sua própria raça sobre uma ameaça falsa de extinção para saírem de seu planeta natal e se chocarem em outro.
Quando essa civilização, formada em grande parte por cabeleireiros e limpadores de telefones, finalmente se chocam num planeta estranho, Artur e Ford, depois de longas caminhadas de reconhecimento de área, descobrem que estão no Planeta Terra na Idade da Pedra, e que seus antepassados não são na verdade os símios, mas sim esses humanóides de outro planeta.
Estaria então na programação desses seres a pergunta que o grande computador respondeu como 42? Ou será que só Artur que guarda mesmo esse segredo que até o momento só pode ser lido através de suas ondas cerebrais por Marvin?
E Marvin, se chocou mesmo contra o sol dentro da nave roubada por Zaphod para fugir do restaurante no fim do universo?
Espero ter a resposta dessas perguntas nos próximos livros, mesmo sabendo que outras mil vão ser criadas na minha cabeça.
Gostei mais desse do que do primeiro, mas só recomendo a leitura para pessoas que tenham a mente aberta para excentricidades e que tenham um lugar tranqüilo pra ler porque dentro do ônibus com a barulheira do trânsito de São Paulo não é muito legal.




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