Frases Soltas

5 de março de 2017

Muita coisa acontecendo na vida ou quase nada?



Estou a quase um ano em casa, sem emprego, mais por opção do que por outro motivo. Considerando a economia atual do nosso país, você pode pensar que eu sou louca, mas quem me conhece e sabe da minha história na última empresa em que eu trabalhei sabe sobre os vários problemas de saúde que eu tive em função de estresse.

Ao contrário do que se pode pensar, ficar em casa não é só descanso, colocar leitura e séries em dia e ficar de papo pro ar o dia todo. Muito pelo contrário. Eu lia muito mais quando trabalhava fora, principalmente na condução. Pra você ter idéia, esse ano só li sete livros, ano passado nessa mesma época eu já tinha lido o dobro! Esse é um dos motivos do blog estar parado.

Meu pai me dizia que você vai morrer e não vai comprar tudo que a sua casa precisa, acho que isso se aplica á trabalho doméstico também, especialmente quando se tem dois adolescentes em casa.

Sempre tem louça na pia, pratos e copos em cima da mesa, roupa aqui e acolá... Banho no cachorro, preparar café da manhã, almoço e jantar, preparar separadamente a comida da sua filha vegetariana. E limpa fogão, chão, lava roupa, passa roupa, tira pó. Limpa sapato, limpa banheiro, separa roupas pra doar, ufa! Acho que está na hora de voltar a procurar emprego rs.

Muita coisa acontecendo na vida ou quase nada? Depende do seu ponto de vista. Se você acha que alguém que está desempregado, só fazendo o trabalho de casa não está fazendo nada, então nada está acontecendo, agora se você está vivendo a situação, acaba se dando conta que trabalho de casa ás vezes pode ser mais puxado do que trabalho externo, então tem muita coisa acontecendo sim.

Me adaptar á essa nova rotina me fez descobrir várias coisas sobre mim mesma, coisas que eu nem tinha idéia. Descobrir novos sonhos, novos projetos, novas idéias e tentar colocá-los em prática. Meu 2017 vai se resumir a isso, tentar realizar projetos guardados na gaveta há muito tempo.

Vou aparecendo aqui de vez em quando pra contar pra você o que eu estou aprontando J


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30 de janeiro de 2017

O Problema das Metas Literárias


Então todo começo de ano eu vou lá dar uma olhada na minha estante, ver os livros mais antigos, os clássicos, finais de sagas e trilogias, os que me julgam silenciosamente da prateleira, pra incluí-los nas metas literárias do ano.

fiquei pensando no ano passado e na conclusão das metas que estipulei pra mim, e cheguei à conclusão de que esse ano não vou fazer metas literárias. 

Por quê? Bom, por alguns poucos motivos, vou explicar eles pra vocês agora.

É frustrante você estipular metas pra si mesma e não conseguir cumpri-las.

Sabe aquele sentimento ruim que dá quando a gente espera demais de uma pessoa? Quando criamos expectativas sobre algum assunto e as coisas não saem como esperamos? Ou elas simplesmente não acontecem? É esse sentimento que eu tenho quando não consigo chegar aonde eu me programei.

Eu fico com aquela sensação de ter falhado comigo mesma, de ter pisado feio na bola, E essa não é uma sensação que eu quero ter esse ano.

Ás vezes não é o tempo certo de ler aquele livro.

Pegar o livro que está a mais tempo parado na estante como próxima leitura só porque ele está na sua lista de metas pode ser um tanto problemático. Se ele for um romance clássico e você estiver na vibe de distopias, não vai conseguir curtir a leitura, principalmente porque romances clássicos têm um ritmo mais lento enquanto distopias são cheias de acontecimentos conspiratórios, mistérios, heróis e vilões, dois gêneros completamente diferentes, mas que exigem do leitor a vibração certa pra história, você precisa estar no clima.

Deixa de ser prazer e vira obrigação

Todo mundo gosta de fazer listas e depois riscar o item concluído com um marca texto, dá uma sensação gostosa de dever cumprido não dá?

Mas será que o sentimento vai ser o mesmo se quando você riscar o item da sua lista, perceber que não teve prazer algum na conclusão daquela meta?

Se você ler o livro somente pra riscar o item, para e começa de novo porque você está pensando errado. O objetivo da leitura é entretenimento e aprendizado, se for por obrigação vai ser um fardo, como quando obrigavam a gente a ler na época da escola, mesmo que os livros fossem bons, nós sentíamos como se fossem os piores do mundo, e isso não pode acontecer não é mesmo?

Então, por esses motivos, não vou fazer metas de leitura esse ano, meu único objetivo é ler os vários comprados que estão parados na estante, respeitando o gênero que estou com mais vontade de ler, pra aproveitar meus livrinhos ao máximo!

Pretendo aproveitar essa onde de Fevereiro Re reads pra reler a Trilogia da Passagem, porque o último livro saiu esse ano e demorou tanto que eu nem me lembro mais do que aconteceu nos dois primeiros :/

Boas leituras pra vocês e se forem fazer metas, façam mais realistas pra não se frustrarem ok?

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23 de janeiro de 2017

Literatura - Desventuras em Série – Livro 2 – A Sala dos Répteis



Por conta dos infortúnios acontecidos com os irmãos Baudelaire no primeiro livro, nesse segundo volume de Desventuras em Série, eles terão que ir morar com outro parente distante de seus falecidos pais.

Receosos pela experiência horrível que tiveram com o seu primeiro guardião, o Conde Olaf, eles enfrentam uma viagem totalmente desconfortável no carro de do Sr. Poe com destino á casa de seu tio Montgomery Montgomery, um renomado herpetologista (que estuda répteis e anfíbios).

Ao chegar à casa de seu tio, eles se deparam com um cenário totalmente diferente daqueles que eles esperavam. Montgomery Montgomery, ou melhor, tio Monty como ele quer ser chamado, é muito gentil e receptivo, e faz de tudo para agradar seus novos hóspedes.

Depois de devidamente instalados, cada um com seu quarto, eles conhecem a sala dos répteis. Um lugar impressionante, cheio de verde e viveiros que abrigam as mais diferentes espécies de cobras e sapos, incluindo a Víbora Incrivelmente Mortífera, que de mortífera só tem o nome, e que acaba se tornando a melhor amiga de Sunny.



Felizes e esperançosos por ter finalmente encontrado um lugar para se sentir em casa, eles começam a ajudar seu tio a planejar uma viagem ao Peru com o intuito de estudar e capturar novas espécies de cobras. Violet fica encarregada das armadilhas, Sunny de morder as cordas em pequenos pedaços e Klaus fica encarregado de ler tudo sobre o país da expedição.

Mas a felicidade dura pouco, quando o novo assistente de tio Monty chega, os irmãos desconfiam de que ele pode ser outra pessoa disfarçada, outra pessoa que eles conhecem muito bem!

Assim como o primeiro livro da série, a história é bem curta e de linguagem fácil, dá pra ler em umas duas horas facilmente, até menos se você estiver focado. Mas tem uns fatores bem irritantes durante a leitura, como a falta de credibilidade que essas crianças tem com os adultos que as cercam. Nada do que eles falam é levado a sério e isso me irritou muito durante a leitura.

Mesmo quando é algo bem óbvio, os adultos aqui agem como pessoas estúpidas que não conseguem enxergar algo que está bem na cara deles, sério, mesmo sabendo que é um livro infantil, haja paciência!

Tirando isso foi uma leitura boa pra entretenimento, mesmo sendo um livro triste, vale a pena a leitura!


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19 de janeiro de 2017

Exposição - Desvendando o Universo de Amélie Poulain


"São tempos difíceis para os sonhadores."

Sábado, caminhando pela Paulista, vulgo paraíso das pokestops (sim, eu ainda jogo Pokémon Go) e depois de uma breve visita à sensacional Livraria Cultura do Conjunto Nacional, me lembrei de uma exposição que está rolando na FNAC sobre o filme "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain" (se você ainda não assistiu, assista!).

Caminhando mais de meia hora entre uma livraria e outra com a filha reclamando de dores no pé, na perna, nas costas (esses jovenzinhos!), cheguei, cheia de expectativas, achando que ia dar de cara com A EXPOSIÇÃO, mas infelizmente pra mim não foi lá essas coisas.

A exposição se resume a ilustrações de vários artistas baseados no filme. Ilustrações lindíssimas, bem elaboradas e coloridas, mas infelizmente a iluminação não estava muito boa, e a localização das obras também não.

Os desenhos estavam posicionados na parede do café, com as mesas muito perto das obras, grande parte delas ocupadas, fazendo com que a locomoção ficasse um pouco complicada. Ao caminhar pelo espaço, você encostava sem querer nas pessoas das mesas, e se você ficasse parado por algum tempo observando as ilustrações, dava a impressão de que você estava ouvindo a conversa das pessoas, achei desagradável, não só pra mim, que estava visitando a exposição, mas também pra quem estava lá tentando tomar seu café.





Complicado também para tirar fotos, não só pela iluminação como pelo espaço em si. Não sou nenhuma fotógrafa, todas as minhas fotos são tiradas com o celular, bem amadoras, mas vi alguns apaixonados por fotografia tendo problemas pra encontrar um ângulo que favorecesse sua foto.




Enfim, eu não aconselharia que você saísse de casa tendo por único objetivo visitar essa exposição, mas, se você estiver caminhando pela Paulista, sem nada de muito interessante pra fazer compensa dar uma passadinha lá pra se distrair.

Caminhe bastante pela livraria pra encontrar a exposição porque a menos que você pergunte pra um dos atendentes, essa é a única forma de encontrá-las, pois na loja não tem indicações de onde elas estão.

Uma pena que trabalhos tão bonitos tenham sido expostos de forma um tanto quanto problemática :/

Local:
FNAC Paulista
Avenida Paulista, 901 - Bela Vista - Centro São Paulo - SP 
Estação Brigadeiro (Metrô - Linha 2 Verde)

Quando:
De 05/01 a 28/02: das 10:00 às 22:00
Domingos as 11:00 às 20:00 


Entrada grátis!
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