Frases Soltas

17 de agosto de 2016

Prazer, Fã alienada e imprestável de Stephen King



O que faz de uma pessoa ser mais ou menos fã que outra?


Será que é ler até a lista de supermercado de seu autor preferido? Será que é colecionar todas as obras publicadas inclusive as adaptações dos livros? Compartilhar todos os posts do autor, mesmo que seja uma foto dele com o dedo do nariz?

Hoje tive uma experiência no face que me fez pensar muito sobre isso. A Entertainment Weekly liberou uma foto de corpo inteiro de Pennywise no remake de IT, vilão do livro IT – A Coisa de Stephen King. Vejam a foto:



A caracterização está bem diferente do que a que eu esperava, e eu não curti muito. O interessante é que foi só eu expressar o meu sentimento em uma página do face sobre Stephen King e marcar amigos meus que eu tinha certeza de que também não gostariam que alguém que eu não conheço se sentiu no direito de comentar também defendendo o figurino que segundo ele remete às óperas italianas de outrora. Até aí tudo bem, uma discussão saudável. O que me incomodou na verdade foi o comentário que esse digníssimo fez logo abaixo do meu, indignado que as pessoas não estavam gostando do figurino e a resposta de alguém que se acha mais fã neste mesmo comentário:


Então eu fiquei pensando, como fã alienada e imprestável de Stephen King que sou, segundo este rapaz, sobre o que me fez conquistar esse adjetivo. Será que foi só porque achei que Penny está pronto pra dançar uma quadrilha no inferno? Será que é porque sou obrigada a aceitar a caracterização dos meus vilões preferidos segundo a visão de diretores de cinema? Ou será que foi porque fui de encontro á opinião de um pessoal que está descobrindo Stephen King só agora?

O que faz de mim, uma fã menos digna? A resposta é: nada.

Adaptações de livros para filmes, especialmente os do King sempre vão gerar polêmica, nunca vão agradar todo mundo, no entanto acho que não se deve cruzar a linha e desrespeitar ninguém, não importa o quão divergente suas opiniões sejam.

E o que se faz num caso como esse? Responde e começa uma discussão ridícula e sem precedentes? Ou deixa a pessoa falando sozinha?

Infelizmente não tenho resposta pra isso. Quando me envolvo nesse tipo de discussão fico me sentindo mal, pesada. Não sei lidar com situações assim porque sou firme e acabo passando a impressão de grossa, mesmo sem querer.

Então minha resposta de alienada foi a seguinte, pegar meu exemplar lindo de IT, a única lombada branca de King da minha estante, procurar o trecho onde titio descreve Pennywise, a primeira aparição, quando ele mata George, fotografar e postar nos comentários. Contra provas não há argumento.



Sim, me incomodei a ponto de procurar a descrição e de escrever esse post, porque acho uma merda que você não possa expressar sua opinião sem ser ofendido por isso. Estar atrás de um computador ás vezes te faz sentir que tem a liberdade de falar o que quiser e não é bem assim que funciona, temos que pensar antes de verbalizar porque estamos nos relacionando com pessoas, que tem sentimentos e podem se ofender, palavras tem poder.

Ler um livro do autor que você gosta vez outra te faz fã, vestir uma camiseta com o seu personagem ou banda preferida, mesmo que você não saiba tudo que se tem que saber sobre eles, te faz fã, assistir a uma adaptação do seu livro preferido e sair do cinema metendo o pau te faz fã, então seja do seu jeito, não concorde com tudo, não queira saber tudo, quem diz que sabe demais na verdade não sabe de nada. Vamos só respeitar a opinião diferente dos coleguinhas ok?

Att: Fã alienada e imprestável de Stephen King


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15 de agosto de 2016

Literatura - Depois de Você



ATENÇÃO - SPOILERS

Quando terminamos Como Eu Era Antes de Você, deixamos Lou com um belo dinheiro herdado de Will, em Paris, comendo croissant e com uma bela perspectiva de vida pela frente.

Apesar da história triste de amor entre os dois, ficamos com a sensação de que Lou vai se dedicar ao que ela sempre quis fazer, vai procurar sua melhora, estudar, conseguir um emprego melhor, enfim, fazer bom uso do que aprendeu com Will, de que a vida é preciosa, e que ela tem que amar mais a si mesma.

Infelizmente nessa história isso ainda não aconteceu. Lou compra um apartamento com o dinheiro que Will deixou pra ela, mas não passa muito disso. Ao invés de correr atrás de sua melhora, ela se afunda na depressão, arruma um emprego onde é constantemente humilhada e pensa seriamente em desistir de tudo.


Não bastasse estar no fundo do poço, Liu cai do terraço do prédio onde fica seu apartamento, pois estava na beirada, pensando em como seria se Will estivesse com ela, e ao aparecer alguém ela se assusta e sofre o inesperado acidente. Soma-se então à sua tristeza e à sua carreira decadente o medo de ficar tetraplégica, presa á uma cadeira de rodas como Will.

Além de tudo isso, Lou ainda tem que lidar com uma filha de Will que aparece do nada, uma adolescente que não o conheceu, e que foi atrás de Lou porque ela era pessoa que passou mais tempo com ele depois de seu acidente.

Fiquei indignada lendo essa história porque ela já sofreu tanto, e tem que continuar lidando com situações que não cabiam a ela, e sim à família de Will. O livro é porrada atrás de porrada. Lou está estagnada, presa à memória de Will, mesmo que ela não queira e em consequência disso ela deixa a sua vida de lado para estar sempre ali pra quem na verdade não deu muito valor á ela, sempre por Will, sempre pensando nele.

Desculpe o linguajar, mas Lou se fode o livro todo, e quando finalmente aparece um homem bom na vida dessa mulher, ela tem que escolher entre o amor e uma boa oportunidade de emprego, sério, que livro mais injusto!

Não sei se Jojo vai continuar escrevendo sobre Lou, mas achei a história tão ruim, tão ruim que merecia uma continuação com Lou melhorando de vida, sendo uma mulher melhor, tendo um bom relacionamento não só amoroso, mas também com ela mesma. O jeito que o livro terminou me deixou muito chateada. Ficou parecendo que o clichê do bonzinho que só se fode é verdadeiro, o que não deveria ter acontecido aqui.

Eu até concordaria com o final se a jornada de Lou tivesse sido melhor, se ela tivesse amadurecido, mas honestamente, até Macabéia teve alguns momentos e alegria com seu café e seu batom vermelho, aqui só teve tristeza.


Fãs do livro e do filme, podem me apedrejar, gostei bastante do primeiro, mas honestamente, deste aqui eu esperava muito mais :(
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12 de agosto de 2016

Literatura – Harry Potter and The Cursed Child (Harry Potter e a Criança Amaldiçoada)

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ATENÇÃO – RESENHA COM SPOILERS

Harry é um jovem senhor, casado com Gina, três filhos, trabalhando para o Ministério da Magia. A vida seria boa não fossem os problemas de relacionamento que ele tem com Albus (Alvo em português), seu filho do meio.

Albus e Harry não parecem estar na mesma página, estão sempre se desentendendo, grande parte em função do peso que o nome Potter tem no garoto.

Ao começar em Hogwarts, Alvo é sempre comparado com o seu pai, e ter sido selecionado para a casa Sonserina não foi uma coisa positiva pra ele, visto que todos os seguidores de Voldemort eram de lá. Alvo não é nem um pouco como Harry, o garoto é introvertido, tímido, e mesmo tendo Rose (filha de Hermione) em Hogwarts, os dois não são muito próximos.

Alvo conhece Scorpius (filho de Draco) no trem para a escola e os dois acabam se tornando melhores amigos. Dois rejeitados que se adoram e se compreendem e que acabam se envolvendo numa aventura improvável, envolvendo um vira tempo, e o desejo incontrolável de Alvo de provar para o seu pai que ele pode ser tão corajoso quanto ele foi.

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Foi gostoso ler o livro porque sou Potterhead assumida e adoro todo o universo de HP, fiquei com um sentimento bom de nostalgia quando terminei, mas teve muitas coisas nessa história que me incomodaram demais, e me deixaram sem saber muito bem o que pensar dessa história.

Albus é muito chatinho, aquele tipo de personagem que dá vontade de dar uns tapas pra ver se acorda pra vida. Rose me surpreendeu e não foi de forma positiva. Era de se esperar que a garota seria mais compreensiva e aceitaria melhor as diferenças depois de tudo que a mãe dela passou na mão de Draco, no entanto, ela se mantém o mais longe possível de Scorpius, acreditando nos boatos que dizem que ele é filho de Voldemort.

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Belatrix e Voldy tiveram uma filha, mas isso só é revelado quase no final do roteiro e sem muitas explicações. Delphi,a filha de Voldemort tem uma história interessante que deveria ter sido mais explorada, mas nada acerca da menina foi aprofundado, não sabemos nem como ela foi parar no asilo cuidado do pai de Cedrico.

E Cedrico virando comensal da morte num universo alternativo porque foi humilhado em uma das tarefas do torneio Tribruxo? Oi?

Entretanto, pra balancear as coisas ruins, tiveram muitas coisas boas. A amizade de Albus e Scorpius foi linda de se ver, honestamente, acho que daria um casal incrível, ao invés do ship do momento (Scorpius e Rose). Snape do universo alternativo foi maravilhoso, sempre herói. Harry, que apesar de ter algumas atitudes ruins como pai, sempre tentando ser o seu melhor.

Fonte
Muita coisa ficou sem explicação, mas gostei mesmo assim. Li no kindle, por isso as fotos não são minhas, as fontes estão abaixo delas. Pretendo comprar a edição Britânica na Bienal (capa dura preta), achei mais bonita do que a americana, mas se estiver o mesmo preço que está hoje, vou esperar, achei muito caro por ser um roteiro e não uma novela (entre R$ 80,00 e R$ 100,00).

Falando sobre o formato, não senti muita diferença entre essa forma e uma novela, dá pra ler tranquilamente sem se perder na história. Achei que teria dificuldades pra ler em inglês, mas o nível está fácil, como tem mais diálogos do que narração, a leitura fica mais tranquila.

Valeu a pena porque matei as saudades, mas o livro parece mais uma fanfic do que uma história escrita pela Rowling de tão absurdas que algumas coisas me pareceram. Acho que se alguns personagem tivessem tido sua história mais aprofundada, o sentimento seria diferente, mas foi bem legal voltar a esse mundo de magia que fez parte da minha vida por muitos anos. E se a peça estrear por aqui estarei lá com toda certeza!

Malfeito feito!

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10 de agosto de 2016

Charmander eu escolho você!


Se tem uma coisa que todo mundo concorda é que Pokémon Go é a febre do momento. Seja pro bem ou pro mal, o jogo é viciante, e honestamente eu tenho visto mais vantagens do que desvantagens em instalar o joguinho no celular.

Claro que tudo que é demais é ruim porque começa a trazer problemas ao invés de benefícios pra sua vida, no entanto, já faz algum tempo que eu não vejo tanta interatividade entre pessoas, sejam elas da mesma família ou completos estranhos.

Pokémon Go tem sido uma boa distração pra quem sofre de depressão porque ele te faz sair de casa pra capturar os monstrinhos, te ajuda a praticar exercícios fazendo caminhadas longas para chocar os ovinhos que você pode ganhar nos pokéstops e para encontrar pokémons diferentes e o mais importante, te dá um objetivo, por menor que isso seja, por mais que pareça insignificante, acredite, isso ajuda muito quem está passando por problemas.

Aqui em casa o grande benefício foi que os meus filhos saem para caminhar sem reclamar, isso era raro acontecer. No mundo em que vivemos hoje, é praticamente impossível deixar as crianças brincando na rua como eu costumava fazer na minha infância e adolescência, então a distração deles são os computadores, celulares e vídeo games, e isso acaba desenvolvendo uma dependência, fazer qualquer coisa que não seja isso sempre que se tem um tempo livre é difícil, pais de adolescentes entenderão o que eu estou dizendo. Agora, mesmo que se saia com o celular na mão, está mais fácil tirar eles de casa sem objeções. Fora que tem sido divertido competir com eles pra ver quem captura mais pokémons J

Então, se você ainda não baixou, dê uma chance ao joguinho, ele é gratuito, divertido, te ajuda a se exercitar e a interagir com pessoas, abre um mundo de possibilidades J

62 Pokémons e contando J

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