Frases Soltas

10 de junho de 2017

Literatura – Minha Vida Fora dos Trilhos


Abeline é uma garota fora do comum, e no auge dos seus 12 anos ela já teve experiências de vida que poucas meninas de sua idade poderiam relatar.

Ela foi criada observando seu pai trabalhar na estrada de ferro e muitas vezes servindo como sua ajudante. Os dois eram muito unidos, e mesmo com as adversidades da vida itinerante que levavam, a garota sentia que ali era seu lugar.
Tudo corria bem até que a menina se machucou gravemente, correndo risco de morte por um corte feio em sua perna. Isso fez com que seu pai repensasse se aquela vida era mesmo a melhor pra ela, e decidiu enviá-la para passar o verão com amigos na cidade de Manifest.

O conhecimento de Abeline sobre Manifest se restringia apenas ao que seu pai lhe contava dos seus tempos de garoto, algumas aventuras com amigos, dias de pesca, mas nada realmente importante como a realidade do lugar e as pessoas que viviam ali, então, ela não sabia o que esperar.




A menina então decide pular do trem antes de chegar á cidade pra dar uma boa olhada no lugar antes que ele desse uma boa olhada nela, e o que ela vê não parece tão promissor. Levando somente os poucos bens que tinha, uma trouxa de roupa e sua bússola, presente de seu pai, a menina se depara com uma casa bem mal cuidada com uma placa de ferro escrita “Perdição” lhe dando as boas vindas. Esse lugar já faz com que a garota se sinta impressionada, afinal que tipo de pessoa viveria ali?

Quando a garota finalmente chega na casa de seu anfitrião, ela decide guardar seus poucos pertences em um esconderijo, e acaba encontrando debaixo de tábuas soltas do assoalho, alguns objetos que alguém já havia escondido ali.

Cartas, um anzol, uma chave e outros objetos estimulam a curiosidade de garota sobre quem era essa pessoa, e além de toda a mudança de vida que ela está tendo que lidar, ainda terá mistérios pra descobrir, muitos deles envolvendo dois garotos Jinnx e Ned, os correspondentes das cartas que ela encontrou.



Esse foi o primeiro livro publicado pela autora Clare Vandepool, também autora de Em Algum Lugar Nas Estrelas, e foi interessante perceber que nem sempre o estigma de primeiro livro escrito ser ruim é verdadeiro.

De leitura fácil e fluida, ele é um daqueles livros gostosinhos, que dá pra intercalar com leituras mais densas e difíceis. Um bom entretenimento, me lembrou muito os filmes de aventura da sessão da tarde, onde tem sempre um vilão misterioso e grandes aventuras de amigos.




Também foi interessante ver uma personagem feminina que foge dos estereótipos de heroínas. Abeline usa o cabelo tão curtinho que nem sabe mais qual é a cor dele, acostumada a uma vida mais simples, só possui um vestido, e tem atitudes mais condizentes com as de um menino da mesma idade do que com a de uma menina que está entrando na adolescência. Isso pra época em que a história é narrada (1918) não seria visto com bons olhos, pois as mulheres usavam vestidos e chapéus, e eram muito femininas e delicadas.

A história de Abeline é o foco principal, mas durante a leitura conhecemos um pouco do que foi a primeira guerra mundial do ponto de vista de um soldado, aprendemos como era o sistema de trabalho de alguns lugares da época, onde se trabalhava praticamente em troca de comida, vimos como era difícil a vida de negros e imigrantes e tivemos também um vislumbre da ku kux klan e seus atos hediondos, tudo narrado de forma leve, mas sem deixar de lado a importância de tais acontecimentos.

É uma história muito bonita, com um final de deixar os olhos cheios de lágrimas, e a edição da DarkSide Books dispensa qualquer comentário. Super recomendo se você estiver precisando de uma leitura leve ou sair da ressaca literária, que foi o meu caso :)

Boa leitura!


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11 de maio de 2017

Mais Ouvidas de Abril



The XX – Infinity

“I can't give it up, to someone elses touch, because I care too much”



The XX – Crystalised

“So don't think that I'm pushing you away, when you're the one that I've kept closes”




Dave Matthews Band - If Only

“if only I could have you, just the way I want to”


Rubel - Quando Bate Aquela Saudade

“Olha bem mulher, eu vou te ser sincero, eu to com uma vontade danada de te entregar todos beijos que eu não te dei”



5 a seco - pra você dar o nome

“Sempre que der, mande um sinal de vida de onde estiver dessa vez, qualquer coisa que faça eu pensar que você está bem”



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5 de março de 2017

Muita coisa acontecendo na vida ou quase nada?



Estou a quase um ano em casa, sem emprego, mais por opção do que por outro motivo. Considerando a economia atual do nosso país, você pode pensar que eu sou louca, mas quem me conhece e sabe da minha história na última empresa em que eu trabalhei sabe sobre os vários problemas de saúde que eu tive em função de estresse.

Ao contrário do que se pode pensar, ficar em casa não é só descanso, colocar leitura e séries em dia e ficar de papo pro ar o dia todo. Muito pelo contrário. Eu lia muito mais quando trabalhava fora, principalmente na condução. Pra você ter idéia, esse ano só li sete livros, ano passado nessa mesma época eu já tinha lido o dobro! Esse é um dos motivos do blog estar parado.

Meu pai me dizia que você vai morrer e não vai comprar tudo que a sua casa precisa, acho que isso se aplica á trabalho doméstico também, especialmente quando se tem dois adolescentes em casa.

Sempre tem louça na pia, pratos e copos em cima da mesa, roupa aqui e acolá... Banho no cachorro, preparar café da manhã, almoço e jantar, preparar separadamente a comida da sua filha vegetariana. E limpa fogão, chão, lava roupa, passa roupa, tira pó. Limpa sapato, limpa banheiro, separa roupas pra doar, ufa! Acho que está na hora de voltar a procurar emprego rs.

Muita coisa acontecendo na vida ou quase nada? Depende do seu ponto de vista. Se você acha que alguém que está desempregado, só fazendo o trabalho de casa não está fazendo nada, então nada está acontecendo, agora se você está vivendo a situação, acaba se dando conta que trabalho de casa ás vezes pode ser mais puxado do que trabalho externo, então tem muita coisa acontecendo sim.

Me adaptar á essa nova rotina me fez descobrir várias coisas sobre mim mesma, coisas que eu nem tinha idéia. Descobrir novos sonhos, novos projetos, novas idéias e tentar colocá-los em prática. Meu 2017 vai se resumir a isso, tentar realizar projetos guardados na gaveta há muito tempo.

Vou aparecendo aqui de vez em quando pra contar pra você o que eu estou aprontando J


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30 de janeiro de 2017

O Problema das Metas Literárias


Então todo começo de ano eu vou lá dar uma olhada na minha estante, ver os livros mais antigos, os clássicos, finais de sagas e trilogias, os que me julgam silenciosamente da prateleira, pra incluí-los nas metas literárias do ano.

fiquei pensando no ano passado e na conclusão das metas que estipulei pra mim, e cheguei à conclusão de que esse ano não vou fazer metas literárias. 

Por quê? Bom, por alguns poucos motivos, vou explicar eles pra vocês agora.

É frustrante você estipular metas pra si mesma e não conseguir cumpri-las.

Sabe aquele sentimento ruim que dá quando a gente espera demais de uma pessoa? Quando criamos expectativas sobre algum assunto e as coisas não saem como esperamos? Ou elas simplesmente não acontecem? É esse sentimento que eu tenho quando não consigo chegar aonde eu me programei.

Eu fico com aquela sensação de ter falhado comigo mesma, de ter pisado feio na bola, E essa não é uma sensação que eu quero ter esse ano.

Ás vezes não é o tempo certo de ler aquele livro.

Pegar o livro que está a mais tempo parado na estante como próxima leitura só porque ele está na sua lista de metas pode ser um tanto problemático. Se ele for um romance clássico e você estiver na vibe de distopias, não vai conseguir curtir a leitura, principalmente porque romances clássicos têm um ritmo mais lento enquanto distopias são cheias de acontecimentos conspiratórios, mistérios, heróis e vilões, dois gêneros completamente diferentes, mas que exigem do leitor a vibração certa pra história, você precisa estar no clima.

Deixa de ser prazer e vira obrigação

Todo mundo gosta de fazer listas e depois riscar o item concluído com um marca texto, dá uma sensação gostosa de dever cumprido não dá?

Mas será que o sentimento vai ser o mesmo se quando você riscar o item da sua lista, perceber que não teve prazer algum na conclusão daquela meta?

Se você ler o livro somente pra riscar o item, para e começa de novo porque você está pensando errado. O objetivo da leitura é entretenimento e aprendizado, se for por obrigação vai ser um fardo, como quando obrigavam a gente a ler na época da escola, mesmo que os livros fossem bons, nós sentíamos como se fossem os piores do mundo, e isso não pode acontecer não é mesmo?

Então, por esses motivos, não vou fazer metas de leitura esse ano, meu único objetivo é ler os vários comprados que estão parados na estante, respeitando o gênero que estou com mais vontade de ler, pra aproveitar meus livrinhos ao máximo!

Pretendo aproveitar essa onde de Fevereiro Re reads pra reler a Trilogia da Passagem, porque o último livro saiu esse ano e demorou tanto que eu nem me lembro mais do que aconteceu nos dois primeiros :/

Boas leituras pra vocês e se forem fazer metas, façam mais realistas pra não se frustrarem ok?

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