Frases Soltas

30 de agosto de 2016

24ª Bienal do Livro de São Paulo - Como Foi



E chegou o tão esperado dia, aquele que todos os paulistas apaixonados por livros esperam ansiosamente, o dia da Bienal do Livro de São Paulo \0/\0/\0/

Fui no primeiro final de semana, mais precisamente no sábado dia 27/08. Achei que estaria lotado como a última, mas pra minha surpresa estava bem tranquilo. Cheguei meia hora mais cedo e só peguei uma muvuquinha na entrada e nada mais, mas só porque eu já tinha os ingressos na mão, então, se puder, compre antecipado.



Fui direto pro estande da Rocco porque ele está lindo e todo temático de Harry Potter, os leitores podem tirar foto no cenário da plataforma 9 ¾ , empurrando o carrinho com direito a acessórios (óculos, varinha e cachecol de cada casa). Aconselho todo mundo a ir lá primeiro, porque é um dos lugares que mais forma fila, lá e o no trono de ferro do Game of Thrones que fica no estande da Leya.



A galera do Skoob está no site do Submarino distribuindo brindes do site durante os bate papos com autores, vale a pena pedir ecobag, botons, marcadores e ser a garota propaganda do skoob na bienal, foi o que eu fiz (a loka), olha só as fofuras que eu ganhei!




Submarino está com ecobag fofinha também, mas só pra quem compra com eles. Vale dizer que no dia que eu fui eles só estavam aceitando cartão de débito e crédito, então leve dinheiro como eu disse nesse post aqui, mas também vá munido de um cartão. As ofertas do dia lá valem a pena, fica a dica!



Comida ainda está caro, hambúrguer simples e um refrigerante cerca de R$ 25,00, uma latinha de refrigerante R$ 6,00, dessa vez levei lanchinho porque estava com meus filhos e eles comem bem, só gastei com bebidas. Entretanto a diversidade é grande, tinha até food trucks lá, e esse ano me pareceu mais organizado e mais limpo do que nos anteriores.





Os preços dos livros estão bem salgados, os simples estão entre R$ 30,00 e R$ 50,00 nas editoras, mesmo as que dizem que estão com 20% de desconto (olá Aleph!) vale a camelagem e a pesquisa, porque pra vocês terem ideia da diferença, As Crônicas de Nárnia na Martins Fontes estava R$ 41,00 e no estande do Submarino estava R$ 14,90!!! Sério, diferença enorme. Esse dinheiro já dava um lanche na praça de alimentação!

Muitos autores nacionais estão dando autógrafos sem que você tenha que pegar senha, então preste atenção nas paredes dos estantes, sempre tem programação de autores por lá dizendo se vai ou não vai precisar de senha.

No mais é isso gente, vou mostrar pra vocês agora as minhas comprinhas :)


O Silmarillion – R$ 19,90 e O Livro de Outro da Mitologia - R$ 9,00 no Submarino


Lua de Larvas – R$ 19,90 e Onde Está Wally - R$ 30,00 na Martins Fontes


O Orfanato da Srt Peregrine - R$19,90 e As Pontes de Puzur - R$ 5,00 na Leya


A Mulher de Preto 2 - R$ 10,00 na Galera Record e A Corte do Ar – R$ 15,00 na Saída de Emergência




Queria ter podido comprar mais, tinha muitas edições lindas sendo lançadas lá da DarkSide Books e da Martin Claret, mas com os preços altos ficou difícil. Só senti falta de um espaço pra galera carregar celular e descansar um pouco, não que os leitores sejam tímidos, a maioria se joga no chão mesmo e nem liga, mas pra quem passa bastante tempo lá, carregar a bateria seria legal, quem sabe na próxima não é mesmo?


Espero que tenham curtido o post, boa bienal pra vocês!
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29 de agosto de 2016

Filme – Esquadrão Suicida


Os piores vilões de que se tem conhecimento estão presos, e com a morte de Super Homem é necessário que se forme um esquadrão de super vilões, pessoas descartáveis que poderão ajudar o Amanda em seus objetivos no caso de aparecer outro homem de aço que fique fora de controle.

Esse esquadrão é composto pelo Pistoleiro, Arlequina, Capitão Boomerang e El Diablo e pela Arqueóloga June Moone que foi possuída pelo espírito antigo de uma bruxa chamada Magia. A bruxa é controlada por Amanda pois a mesma possui o seu coração.





Quando Magia se rebela conseguindo recuperar seu coração e fugir, ela começa a colocar em prática seu plano de fazer a humanidade se curvar a ela, com a ajuda de seu irmão ressuscitado. Caberá então ao Esquadrão Suicida salvar o mundo desses poderosos inimigos.

O pistoleiro é de longe o personagem mais bem desenvolvido da trama, vivido por Will Smith, com sua história de vida sendo mais explorada do que as dos demais, ele me convenceu como vilão mercenário, enquanto os outros personagens, na minha opinião, não passaram de meros coadjuvantes.




Arlequina é toda meiguinha, o típico estereótipo feito para agradar aos homens, bonita, doida, com corpão, cheirando a problema, mas boba que só, esperava uma mulher mais forte, digna de vilã fodona, no entanto, o que eu vi no filme foi mais uma mulher vítima de relacionamento abusivo, obcecada por um homem que ela achou que poderia consertar, mas que na verdade causou o efeito contrário e ficou tão perturbada quanto ele.

Um exemplo disso são as várias provas de amor que ele pede á ela, levar choques, cair em ácido, viver só por ele, e ela toda apaixonada concorda com tudo. Achei engraçado que ela é descrita como uma mulher louca e imprevisível, forte, que bate em todos os seus carcereiros, e no entanto precisa ser salva pelo Coringa como uma donzela indefesa. Pelo menos tivemos Katana pra cumprir esse papel no lugar de Arlequina, deviam ter contado mais sobre ela, essa sim seria digna de um filme solo.




Coringa todo trabalhado no estilo gangster/rapper americano quase não aparece no filme, somente o vemos nas raras vezes em que está em Arkan em tratamento com Arlequina quando ela ainda era a Drª Harlen Quinn, ou nas vezes em que está tentando salvá-la. Senti falta de uma aparição mais intensa dele, de um papel mais forte na trama, até mesmo porque, quando se trata de vilões do Batman, o primeiro que vem à mente é o Coringa, e todo o burburinho envolvendo Jared Leto fez com que muita gente fosse pro cinema com expectativas altíssimas (eu).




Enredo fraco, personagens mal desenvolvidos, Magia como uma versão da Samara do filme O Chamado, gótica suave, com os cabelos na cara se requebrando possuída pelo ritmo da ragatanga, cenas de ação que não convenceram (com exceção das do Pistoleiro) e o mocinho fraco que precisava ser salvo pelos bandidos á todo momento, o filme serve como entretenimento, mas não convence como um filme de vilões.

Quem foi o culpado pelo desastre? Seriam as edições que foram demais? Seriam as várias mãos que passaram por esse filme antes que ele chegasse à sua versão final? Eu não sei, mas como expectadora não curti, talvez se eu tivesse um conhecimento maior dos personagens nos quadrinhos eu tivesse gostado mais, ou não, nunca se sabe, honestamente eu esperava mais.


Ps: tem cena no meio dos créditos, então fiquem um pouquinho mais na sala :)

Imagens retiradas do Site Spoiler Cultural
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17 de agosto de 2016

Prazer, Fã alienada e imprestável de Stephen King



O que faz de uma pessoa ser mais ou menos fã que outra?


Será que é ler até a lista de supermercado de seu autor preferido? Será que é colecionar todas as obras publicadas inclusive as adaptações dos livros? Compartilhar todos os posts do autor, mesmo que seja uma foto dele com o dedo do nariz?

Hoje tive uma experiência no face que me fez pensar muito sobre isso. A Entertainment Weekly liberou uma foto de corpo inteiro de Pennywise no remake de IT, vilão do livro IT – A Coisa de Stephen King. Vejam a foto:



A caracterização está bem diferente do que a que eu esperava, e eu não curti muito. O interessante é que foi só eu expressar o meu sentimento em uma página do face sobre Stephen King e marcar amigos meus que eu tinha certeza de que também não gostariam que alguém que eu não conheço se sentiu no direito de comentar também defendendo o figurino que segundo ele remete às óperas italianas de outrora. Até aí tudo bem, uma discussão saudável. O que me incomodou na verdade foi o comentário que esse digníssimo fez logo abaixo do meu, indignado que as pessoas não estavam gostando do figurino e a resposta de alguém que se acha mais fã neste mesmo comentário:


Então eu fiquei pensando, como fã alienada e imprestável de Stephen King que sou, segundo este rapaz, sobre o que me fez conquistar esse adjetivo. Será que foi só porque achei que Penny está pronto pra dançar uma quadrilha no inferno? Será que é porque sou obrigada a aceitar a caracterização dos meus vilões preferidos segundo a visão de diretores de cinema? Ou será que foi porque fui de encontro á opinião de um pessoal que está descobrindo Stephen King só agora?

O que faz de mim, uma fã menos digna? A resposta é: nada.

Adaptações de livros para filmes, especialmente os do King sempre vão gerar polêmica, nunca vão agradar todo mundo, no entanto acho que não se deve cruzar a linha e desrespeitar ninguém, não importa o quão divergente suas opiniões sejam.

E o que se faz num caso como esse? Responde e começa uma discussão ridícula e sem precedentes? Ou deixa a pessoa falando sozinha?

Infelizmente não tenho resposta pra isso. Quando me envolvo nesse tipo de discussão fico me sentindo mal, pesada. Não sei lidar com situações assim porque sou firme e acabo passando a impressão de grossa, mesmo sem querer.

Então minha resposta de alienada foi a seguinte, pegar meu exemplar lindo de IT, a única lombada branca de King da minha estante, procurar o trecho onde titio descreve Pennywise, a primeira aparição, quando ele mata George, fotografar e postar nos comentários. Contra provas não há argumento.



Sim, me incomodei a ponto de procurar a descrição e de escrever esse post, porque acho uma merda que você não possa expressar sua opinião sem ser ofendido por isso. Estar atrás de um computador ás vezes te faz sentir que tem a liberdade de falar o que quiser e não é bem assim que funciona, temos que pensar antes de verbalizar porque estamos nos relacionando com pessoas, que tem sentimentos e podem se ofender, palavras tem poder.

Ler um livro do autor que você gosta vez outra te faz fã, vestir uma camiseta com o seu personagem ou banda preferida, mesmo que você não saiba tudo que se tem que saber sobre eles, te faz fã, assistir a uma adaptação do seu livro preferido e sair do cinema metendo o pau te faz fã, então seja do seu jeito, não concorde com tudo, não queira saber tudo, quem diz que sabe demais na verdade não sabe de nada. Vamos só respeitar a opinião diferente dos coleguinhas ok?

Att: Fã alienada e imprestável de Stephen King


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15 de agosto de 2016

Literatura - Depois de Você



ATENÇÃO - SPOILERS

Quando terminamos Como Eu Era Antes de Você, deixamos Lou com um belo dinheiro herdado de Will, em Paris, comendo croissant e com uma bela perspectiva de vida pela frente.

Apesar da história triste de amor entre os dois, ficamos com a sensação de que Lou vai se dedicar ao que ela sempre quis fazer, vai procurar sua melhora, estudar, conseguir um emprego melhor, enfim, fazer bom uso do que aprendeu com Will, de que a vida é preciosa, e que ela tem que amar mais a si mesma.

Infelizmente nessa história isso ainda não aconteceu. Lou compra um apartamento com o dinheiro que Will deixou pra ela, mas não passa muito disso. Ao invés de correr atrás de sua melhora, ela se afunda na depressão, arruma um emprego onde é constantemente humilhada e pensa seriamente em desistir de tudo.


Não bastasse estar no fundo do poço, Liu cai do terraço do prédio onde fica seu apartamento, pois estava na beirada, pensando em como seria se Will estivesse com ela, e ao aparecer alguém ela se assusta e sofre o inesperado acidente. Soma-se então à sua tristeza e à sua carreira decadente o medo de ficar tetraplégica, presa á uma cadeira de rodas como Will.

Além de tudo isso, Lou ainda tem que lidar com uma filha de Will que aparece do nada, uma adolescente que não o conheceu, e que foi atrás de Lou porque ela era pessoa que passou mais tempo com ele depois de seu acidente.

Fiquei indignada lendo essa história porque ela já sofreu tanto, e tem que continuar lidando com situações que não cabiam a ela, e sim à família de Will. O livro é porrada atrás de porrada. Lou está estagnada, presa à memória de Will, mesmo que ela não queira e em consequência disso ela deixa a sua vida de lado para estar sempre ali pra quem na verdade não deu muito valor á ela, sempre por Will, sempre pensando nele.

Desculpe o linguajar, mas Lou se fode o livro todo, e quando finalmente aparece um homem bom na vida dessa mulher, ela tem que escolher entre o amor e uma boa oportunidade de emprego, sério, que livro mais injusto!

Não sei se Jojo vai continuar escrevendo sobre Lou, mas achei a história tão ruim, tão ruim que merecia uma continuação com Lou melhorando de vida, sendo uma mulher melhor, tendo um bom relacionamento não só amoroso, mas também com ela mesma. O jeito que o livro terminou me deixou muito chateada. Ficou parecendo que o clichê do bonzinho que só se fode é verdadeiro, o que não deveria ter acontecido aqui.

Eu até concordaria com o final se a jornada de Lou tivesse sido melhor, se ela tivesse amadurecido, mas honestamente, até Macabéia teve alguns momentos e alegria com seu café e seu batom vermelho, aqui só teve tristeza.


Fãs do livro e do filme, podem me apedrejar, gostei bastante do primeiro, mas honestamente, deste aqui eu esperava muito mais :(
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