Frases Soltas

30 de janeiro de 2017

O Problema das Metas Literárias


Então todo começo de ano eu vou lá dar uma olhada na minha estante, ver os livros mais antigos, os clássicos, finais de sagas e trilogias, os que me julgam silenciosamente da prateleira, pra incluí-los nas metas literárias do ano.

fiquei pensando no ano passado e na conclusão das metas que estipulei pra mim, e cheguei à conclusão de que esse ano não vou fazer metas literárias. 

Por quê? Bom, por alguns poucos motivos, vou explicar eles pra vocês agora.

É frustrante você estipular metas pra si mesma e não conseguir cumpri-las.

Sabe aquele sentimento ruim que dá quando a gente espera demais de uma pessoa? Quando criamos expectativas sobre algum assunto e as coisas não saem como esperamos? Ou elas simplesmente não acontecem? É esse sentimento que eu tenho quando não consigo chegar aonde eu me programei.

Eu fico com aquela sensação de ter falhado comigo mesma, de ter pisado feio na bola, E essa não é uma sensação que eu quero ter esse ano.

Ás vezes não é o tempo certo de ler aquele livro.

Pegar o livro que está a mais tempo parado na estante como próxima leitura só porque ele está na sua lista de metas pode ser um tanto problemático. Se ele for um romance clássico e você estiver na vibe de distopias, não vai conseguir curtir a leitura, principalmente porque romances clássicos têm um ritmo mais lento enquanto distopias são cheias de acontecimentos conspiratórios, mistérios, heróis e vilões, dois gêneros completamente diferentes, mas que exigem do leitor a vibração certa pra história, você precisa estar no clima.

Deixa de ser prazer e vira obrigação

Todo mundo gosta de fazer listas e depois riscar o item concluído com um marca texto, dá uma sensação gostosa de dever cumprido não dá?

Mas será que o sentimento vai ser o mesmo se quando você riscar o item da sua lista, perceber que não teve prazer algum na conclusão daquela meta?

Se você ler o livro somente pra riscar o item, para e começa de novo porque você está pensando errado. O objetivo da leitura é entretenimento e aprendizado, se for por obrigação vai ser um fardo, como quando obrigavam a gente a ler na época da escola, mesmo que os livros fossem bons, nós sentíamos como se fossem os piores do mundo, e isso não pode acontecer não é mesmo?

Então, por esses motivos, não vou fazer metas de leitura esse ano, meu único objetivo é ler os vários comprados que estão parados na estante, respeitando o gênero que estou com mais vontade de ler, pra aproveitar meus livrinhos ao máximo!

Pretendo aproveitar essa onde de Fevereiro Re reads pra reler a Trilogia da Passagem, porque o último livro saiu esse ano e demorou tanto que eu nem me lembro mais do que aconteceu nos dois primeiros :/

Boas leituras pra vocês e se forem fazer metas, façam mais realistas pra não se frustrarem ok?

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23 de janeiro de 2017

Literatura - Desventuras em Série – Livro 2 – A Sala dos Répteis



Por conta dos infortúnios acontecidos com os irmãos Baudelaire no primeiro livro, nesse segundo volume de Desventuras em Série, eles terão que ir morar com outro parente distante de seus falecidos pais.

Receosos pela experiência horrível que tiveram com o seu primeiro guardião, o Conde Olaf, eles enfrentam uma viagem totalmente desconfortável no carro de do Sr. Poe com destino á casa de seu tio Montgomery Montgomery, um renomado herpetologista (que estuda répteis e anfíbios).

Ao chegar à casa de seu tio, eles se deparam com um cenário totalmente diferente daqueles que eles esperavam. Montgomery Montgomery, ou melhor, tio Monty como ele quer ser chamado, é muito gentil e receptivo, e faz de tudo para agradar seus novos hóspedes.

Depois de devidamente instalados, cada um com seu quarto, eles conhecem a sala dos répteis. Um lugar impressionante, cheio de verde e viveiros que abrigam as mais diferentes espécies de cobras e sapos, incluindo a Víbora Incrivelmente Mortífera, que de mortífera só tem o nome, e que acaba se tornando a melhor amiga de Sunny.



Felizes e esperançosos por ter finalmente encontrado um lugar para se sentir em casa, eles começam a ajudar seu tio a planejar uma viagem ao Peru com o intuito de estudar e capturar novas espécies de cobras. Violet fica encarregada das armadilhas, Sunny de morder as cordas em pequenos pedaços e Klaus fica encarregado de ler tudo sobre o país da expedição.

Mas a felicidade dura pouco, quando o novo assistente de tio Monty chega, os irmãos desconfiam de que ele pode ser outra pessoa disfarçada, outra pessoa que eles conhecem muito bem!

Assim como o primeiro livro da série, a história é bem curta e de linguagem fácil, dá pra ler em umas duas horas facilmente, até menos se você estiver focado. Mas tem uns fatores bem irritantes durante a leitura, como a falta de credibilidade que essas crianças tem com os adultos que as cercam. Nada do que eles falam é levado a sério e isso me irritou muito durante a leitura.

Mesmo quando é algo bem óbvio, os adultos aqui agem como pessoas estúpidas que não conseguem enxergar algo que está bem na cara deles, sério, mesmo sabendo que é um livro infantil, haja paciência!

Tirando isso foi uma leitura boa pra entretenimento, mesmo sendo um livro triste, vale a pena a leitura!


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19 de janeiro de 2017

Exposição - Desvendando o Universo de Amélie Poulain


"São tempos difíceis para os sonhadores."

Sábado, caminhando pela Paulista, vulgo paraíso das pokestops (sim, eu ainda jogo Pokémon Go) e depois de uma breve visita à sensacional Livraria Cultura do Conjunto Nacional, me lembrei de uma exposição que está rolando na FNAC sobre o filme "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain" (se você ainda não assistiu, assista!).

Caminhando mais de meia hora entre uma livraria e outra com a filha reclamando de dores no pé, na perna, nas costas (esses jovenzinhos!), cheguei, cheia de expectativas, achando que ia dar de cara com A EXPOSIÇÃO, mas infelizmente pra mim não foi lá essas coisas.

A exposição se resume a ilustrações de vários artistas baseados no filme. Ilustrações lindíssimas, bem elaboradas e coloridas, mas infelizmente a iluminação não estava muito boa, e a localização das obras também não.

Os desenhos estavam posicionados na parede do café, com as mesas muito perto das obras, grande parte delas ocupadas, fazendo com que a locomoção ficasse um pouco complicada. Ao caminhar pelo espaço, você encostava sem querer nas pessoas das mesas, e se você ficasse parado por algum tempo observando as ilustrações, dava a impressão de que você estava ouvindo a conversa das pessoas, achei desagradável, não só pra mim, que estava visitando a exposição, mas também pra quem estava lá tentando tomar seu café.





Complicado também para tirar fotos, não só pela iluminação como pelo espaço em si. Não sou nenhuma fotógrafa, todas as minhas fotos são tiradas com o celular, bem amadoras, mas vi alguns apaixonados por fotografia tendo problemas pra encontrar um ângulo que favorecesse sua foto.




Enfim, eu não aconselharia que você saísse de casa tendo por único objetivo visitar essa exposição, mas, se você estiver caminhando pela Paulista, sem nada de muito interessante pra fazer compensa dar uma passadinha lá pra se distrair.

Caminhe bastante pela livraria pra encontrar a exposição porque a menos que você pergunte pra um dos atendentes, essa é a única forma de encontrá-las, pois na loja não tem indicações de onde elas estão.

Uma pena que trabalhos tão bonitos tenham sido expostos de forma um tanto quanto problemática :/

Local:
FNAC Paulista
Avenida Paulista, 901 - Bela Vista - Centro São Paulo - SP 
Estação Brigadeiro (Metrô - Linha 2 Verde)

Quando:
De 05/01 a 28/02: das 10:00 às 22:00
Domingos as 11:00 às 20:00 


Entrada grátis!
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18 de janeiro de 2017

Literatura – Desventuras em Série – Livro 1 – Mau Começo



Como o título do livro já diz, o primeiro volume dessa série é realmente um mau começo para os jovens Baudelaire. Durante um breve passeio na praia, os três irmãos, Violet, Klaus e Sunny, descobrem que ficaram órfãos e que seus pais morreram num grave incêndio que devastou sua casa.

Sem ter nenhum parente próximo a quem recorrer, eles serão criados pelo Conde Olaf, até que Violet complete a maioridade e possa receber a herança que seus pais deixaram.

Conde Olaf é um homem cruel e cheio de interesses nada altruístas a cerca da criação dos irmãos Baudelaire. Para os órfãos, a estadia em sua casa nada mais é do que trabalho escravo. Por ordem de Conde Olaf eles tem que cortar lenha, limpar a casa e cozinhar para ele e seus amigos atores de uma companhia de teatro.



As crianças vivem tristes e só encontram alegria indo até a casa da juíza, vizinha de Conde Olaf, onde podem desfrutar da imensa biblioteca, boa comida e tempo no jardim. Mas até esse pequeno prazer lhes é tirado quando o Conde resolve colocar o seu terrível plano de tomar a herança das crianças em prática.

O livro é pequeno em tamanho (literalmente) e a história curtinha, dá pra ler em duas horas facilmente se você tiver um tempinho sobrando. Mas mesmo sendo curto, o livro te envolve e você fica ansioso pra descobrir o final, torcendo pra que os irmãos se livrem das garras de Conde Olaf.



No dia 13 de janeiro (sexta feira) de 2017, a Netflix estreou a primeira temporada de uma série baseada nos livros, e se você é como eu, que não gosta de ver adaptações antes de ter concluído a leitura, é uma boa pedida baixar na internet.

O preço dos livros físicos estão um pouco salgados, especialmente se o seu sonho de consumo for o Box maravilhoso da editora (um dia eu compro!).

Super recomendo a leitura!

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